Médicos alertam que pneumonia de Bolsonaro é a mais grave já enfrentada e admitem risco potencialmente fatal

Blog do  Amaury Alencar
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Foto: Sergio Lima/AFP

A equipe médica do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, em coletiva de imprensa realizada na noite desta sexta-feira (13), que o quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral enfrentado por ele é o mais grave já registrado desde o início dos problemas de saúde recentes e envolve risco potencialmente fatal.

Bolsonaro tem 70 anos e histórico de cirurgias desde a facada sofrida em 2018. Completa 71 anos no dia 21.

Segundo o cirurgião Claudio Birolini, uma pneumonia aspirativa pode evoluir para complicações severas caso não haja intervenção médica adequada.

EVOLUÇÃO E QUADRO GRAVE

“Uma pneumonia aspirativa pode evoluir para uma insuficiência respiratória e, se você não intervir, o paciente pode morrer. No momento, a situação do ex-presidente Bolsonaro é estável, mas existe risco de um evento potencialmente mortal nessas circunstâncias”, explicou.

Esta é a terceira pneumonia enfrentada por Bolsonaro, sendo considerada pela equipe médica mais grave do que as duas registradas no ano passado.

RISCO

O cardiologista Leandro Echenique ressaltou que, mesmo com o tratamento em andamento, o risco permanece.

“Ele vai continuar nesse risco no futuro. Claro que as medidas preventivas são tomadas, algumas com mais dificuldades por conta do ambiente em que ele está, mas o risco permanece”, afirmou.

De acordo com os médicos, o quadro atual foi provocado por refluxo gastroesofágico, condição que já havia sido apontada em relatórios médicos anteriores como fator de risco para pneumonia aspirativa.

“Nós já havíamos alertado para o risco desse tipo de pneumonia por causa do refluxo. Agora estamos novamente lidando com uma situação bastante crítica, que realmente coloca a vida do paciente em risco”, disse Birolini.

A equipe destacou que a rapidez no deslocamento de Bolsonaro ao hospital foi decisiva para evitar o agravamento do quadro e a necessidade de intubação.

Apesar da estabilidade clínica, não há previsão de alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo os médicos, a recuperação tende a ser mais lenta, em razão da gravidade da infecção e das condições clínicas do paciente.

Echenique destacou ainda que as comorbidades do ex-presidente também contribuem para aumentar os riscos do quadro respiratório.

“Com as comorbidades que ele tem, também são fatores agravantes. O fato de o tratamento ter sido rápido vai amenizando isso, mas nós não temos ainda um prazo determinado”, disse.

O tratamento inclui o uso de antibióticos, com duração estimada entre sete e 14 dias, enquanto a equipe médica acompanha de forma contínua a evolução do estado de saúde do ex-presidente.

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