Times da Série B terão apoio financeiro da CBF e playoffs

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, nesta quinta-feira (5), a criação do Programa de Apoio à Reestruturação Financeira de Clubes da Série B (PARF-B). A medida foi apresentada durante a reunião do Conselho Arbitral da competição e condiciona o apoio financeiro da entidade ao cumprimento de regras de responsabilidade fiscal e boas práticas de gestão.
Por meio do programa, a CBF seguirá custeando integralmente despesas de logística (transporte e hospedagem), exames antidoping e taxas de arbitragem. A partir desta temporada, porém, a manutenção do benefício dependerá da adesão dos clubes ao Sistema de Sustentabilidade Financeira (Fair Play Financeiro) da entidade.
Segundo o presidente da CBF, Samir Xaud, a iniciativa busca valorizar a Série B e fortalecer a saúde financeira dos clubes. “A CBF continuará ajudando financeiramente, mas é justo que os clubes apresentem controle e responsabilidade na gestão”, afirmou.
O vice-presidente Gustavo Henrique Dias destacou que o programa corrige distorções históricas e fortalece a competição. “É um movimento de responsabilidade com os filiados e com o produto”, disse.

Novo formato
Outra mudança aprovada foi a criação de playoffs de acesso. Ao fim das 38 rodadas, os clubes que terminarem entre a 3ª e a 6ª colocação disputarão confrontos de ida e volta: o 3º enfrenta o 6º, e o 4º joga contra o 5º. Os dois vencedores garantem vaga na Série A de 2027, junto com os dois primeiros colocados.
Para o diretor de competições da CBF, Julio Avellar, a mudança aumenta a atratividade comercial e mantém a disputa pelo acesso até as rodadas finais.
Também foi aprovada a alteração do calendário, com jogos da Série B sendo realizados durante o período da Copa do Mundo, o que, segundo a CBF, permitirá melhor distribuição das partidas e ganho técnico.

Critérios e fiscalização
A adesão ao PARF-B é opcional, mas os clubes participantes serão monitorados ao longo da temporada. O cumprimento das regras será fiscalizado pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), responsável pela auditoria e acompanhamento do Fair Play Financeiro.
Em caso de descumprimento, o clube poderá ser excluído do programa e perderá imediatamente o subsídio da CBF, passando a arcar com todos os custos operacionais até o fim da competição.

Por Ismael Azevedo

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