Uma moradora do município de Itapajé, no Ceará, faz um apelo comovente aos órgãos de saúde da cidade e às autoridades competentes diante de uma grave situação de saúde que se arrasta há quase um ano. Renícia, de 29 anos, mãe de dois filhos pequenos, enfrenta uma batalha diária contra a neuralgia do trigêmeo, doença rara conhecida popularmente como a “pior dor do mundo” ou “doença suicida”, devido à intensidade extrema das dores que provoca.
De acordo com o relato, a neuralgia afeta a face do rosto, causando dores constantes e insuportáveis, comparadas a choques elétricos, que ocorrem 24 horas por dia. Além da doença neurológica, Renícia também luta contra depressão psicótica, esquizofrenia e transtorno de ansiedade, o que agrava ainda mais seu estado de saúde física e emocional.
Atualmente desempregada, ela afirma não ter condições financeiras de manter o tratamento, já que todos os medicamentos utilizados são comprados. Entre eles estão morfina, Tramal, carbamazepina, pregabalina, além de medicamentos específicos para pressão alta e colesterol, que também precisam ser adquiridos de forma particular. Segundo Renícia, chega a ingerir cerca de 30 comprimidos por dia, e mesmo assim as medicações já não fazem mais efeito.
O caso, segundo laudos médicos, é cirúrgico, mas o procedimento necessário custa em torno de R$ 40 mil, valor completamente fora da realidade financeira da família. Além da cirurgia, ela necessita de acompanhamento com neurologista e neurocirurgião, exames contínuos e uma dieta restrita, cujos alimentos possuem custo elevado.
Sem condições de trabalhar devido às dores intensas, Renícia relata que passa a maior parte do tempo deitada e que atualmente sobrevive com a ajuda de pessoas solidárias, enquanto tenta garantir o básico para a alimentação dos filhos.
Diante da gravidade da situação, a família pede sensibilidade e intervenção urgente da Secretaria de Saúde de Itapajé, bem como de órgãos estaduais e federais, para viabilizar o tratamento, acompanhamento especializado e, principalmente, a cirurgia que pode devolver dignidade e qualidade de vida à paciente.
Quem puder ajudar de qualquer forma ou obter mais informações pode entrar em contato diretamente com a família pelo telefone: (85) 99170-6965.
O caso chama atenção para a necessidade de assistência integral à saúde, especialmente em situações de doenças raras e incapacitantes, onde o acesso ao tratamento adequado pode significar a diferença entre o sofrimento contínuo e a esperança de uma vida melhor.
