
O Partido dos Trabalhadores (PT) abre, nesta segunda-feira (2), uma agenda considerada decisiva para a definição de seus palanques estaduais nas eleições de 2026. A agenda tem definições importantes sobre candidaturas majoritárias e alianças partidárias.
O Ceará entra na pauta. Lideranças estaduais do PT querem duas vagas na chapa majoritária, mas os defensores dessa tese já ouviram o recado de que, com o embate eleitoral mais acirrado, os aliados precisam ser bem contemplados.
CENÁRIO NACIONAL
Integrantes do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), comandado pelo presidente nacional da sigla, Edinho Silva, e coordenado pelo deputado federal José Guimarães, vão analisar o cenário político nos 26 estados e no Distrito Federal.
Com a prioridade voltada para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o objetivo da reunião é construir um mapa eleitoral que sirva de base para uma rodada posterior de conversas com o próprio Lula, a quem caberá a palavra final sobre os dilemas entre lançar candidaturas próprias ou apoiar nomes de partidos aliados.
Segundo Guimarães, a projeção inicial é que o PT lance cerca de 20 candidatos ao Senado e entre 10 e 15 candidatos a governador oriundos de seus quadros. Os estados já governados pelo partido — Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte — são considerados estratégicos. Na Bahia, Ceará e Piauí, Jerônimo Rodrigues, Elmano de Freitas e Rafael Fonteles, respectivamente, têm direito à reeleição.
No Rio Grande do Norte, a situação é mais delicada. A governadora Fátima Bezerra e o vice, Walter Alves (MDB), devem renunciar aos cargos dentro do prazo legal para disputar outros postos, o que pode abrir espaço para uma disputa indireta na Assembleia Legislativa e até para a ascensão de um nome da oposição ao comando do Executivo estadual.
A possibilidade de o PT perder terreno em redutos tradicionais do Nordeste levou o partido a elaborar planos de contingência, que incluem a eventual candidatura de ministros estratégicos do governo Lula aos governos estaduais, caso o cenário local exija maior peso político.
No Sudeste, especialmente no chamado “triângulo eleitoral” formado por São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro — os três maiores colégios eleitorais do país —, a avaliação interna é de que Lula precisa de palanques fortes. Em São Paulo, a tendência é que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, volte a ser escalado para enfrentar o governador Tarcísio de Freitas, buscando repetir o desempenho obtido em 2022, considerado decisivo para a vitória presidencial contra Jair Bolsonaro.
Ceará Agora