
Os corpos dos músicos Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli, do Mamonas Assassinas, serão exumados, na próxima segunda-feira (23), cerca de 30 anos após o acidente aéreo que matou todos os integrantes do grupo, célebre pela sua irreverência, em março de 1996.
Os familiares autorizaram a cremação dos corpos, visando a criação de um memorial com cinco árvores, com mudas adubadas pelas cinzas dos músicos, em um jardim no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, na Grande São Paulo cidade onde os músicos moravam e onde foram sepultados.
“É um lindo projeto onde teremos um memorial dos Mamonas Assassinas, cheio de lembranças boas, com fotos. E cada árvore irá representar um artista”, diz Jorge Santana, que é primo de Dinho e empresário hoje responsável pela marca dos Mamonas. “Motivo de muito orgulho.”
O projeto será feito em parceria com o BioParque, empresa mineira que cria homenagens póstumas com as cinzas de entes queridos, depositadas numa urna biodegradável, para uso como substrato para o plantio de espécies nativas, como o ipê amarelo, jacarandá e sibipiruna.
“Será um espaço permanente de homenagem aos integrantes da banda, cuja trajetória marcou gerações e se confunde com a identidade cultural de Guarulhos”, diz nota de divulgação do projeto.