Alckmin sinaliza que não quer disputar cargo em SP caso deixe vice; Lula admite rever chapa de 2026

Blog do  Amaury Alencar
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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), tem indicado a aliados que não pretende disputar cargos eletivos por São Paulo, mesmo que seja descartado da chapa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026. A posição surge após Lula admitir, pela primeira vez, a possibilidade de alterar a composição da chapa para fortalecer o palanque no maior colégio eleitoral do país.

No PSB, a manutenção de Alckmin como vice é considerada estratégica, e o tema deve ser tratado diretamente com o presidente em reunião prevista para a próxima semana entre Lula e o presidente nacional da legenda, João Campos. Integrantes do entorno do vice avaliam que há pressão de um núcleo do PT para que ele dispute uma vaga majoritária em São Paulo, mas reforçam que Alckmin não demonstra disposição para esse movimento.

Aliados afirmam que seria mais provável convencer o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), a disputar o governo paulista — apesar de ele já ter declarado reiteradas vezes que não pretende concorrer — do que persuadir Alckmin a abrir mão da vice-presidência.

Ex-adversários políticos, Lula e Alckmin consolidaram uma aliança estratégica nas eleições de 2022, quando o então ex-tucano foi peça central na ampliação do arco de alianças que levou à vitória contra Jair Bolsonaro (PL). Desde então, construíram relação de lealdade e diálogo direto, sem intermediários.

Apesar da resistência a disputar cargo em São Paulo, interlocutores ressaltam que Alckmin não deixará de ouvir o presidente sobre o tema. A discussão ganhou novo peso após Lula afirmar, em entrevista ao portal UOL, que tanto Alckmin quanto Haddad e até a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), podem ter papel relevante na disputa paulista.

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