
A Polícia Civil do Ceará prendeu, na segunda-feira (26), o empresário Marcos Paulo Coelho Marques, esposo da prefeita de Pires Ferreira, Dra. Lívia Muniz (PSB), e José Aguiar Filho, pai da vice-prefeita Marfisa Aguiar (PSB).
As prisões ocorreram durante uma operação que investiga suspeitas de irregularidades na administração pública, com prejuízo estimado em mais de R$ 1,3 milhão.
Em nota, a Polícia Civil informou que a Delegacia de Capturas e Polinter (Decap) cumpriu três mandados de prisão temporária contra três homens. As ordens judiciais foram expedidas pelo 5º Núcleo Regional de Custódia e das Garantias do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE), e o procedimento tramita em segredo de justiça.
O jornal teve acesso aos dois dos mandados, mas a identidade do terceiro investigado não foi divulgada oficialmente. Conforme apuração, os mandados foram expedidos em 10 de dezembro e indicam que Marcos Paulo Coelho Marques e José Aguiar Filho são investigados por suspeita do crime de peculato.
As prisões temporárias têm prazo inicial de cinco dias e foram decretadas pela juíza Anna Karolina Cordeiro de Araújo Carvalhal, titular do 5º Núcleo Regional de Custódia e das Garantias do TJCE.
Desdobramentos
As prisões de segunda-feira ocorrem no contexto de uma investigação iniciada em 2025 pelo Ministério Público do Ceará (MPCE). Em novembro, o órgão deflagrou a Operação “Espectro”, que apurou suspeitas de inexecução contratual e superfaturamento em serviços de contratação de máquinas pesadas pela Prefeitura de Pires Ferreira, com contratos que somam R$ 1,3 milhão entre 2021 e 2023.
À época, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Pires Ferreira, Fortaleza e Meruoca, tendo como alvos agentes públicos, empresários e empresas ligadas aos contratos investigados. A ação foi conduzida pela Procuradoria de Justiça dos Crimes Contra a Administração Pública (Procap), com apoio da Polícia Civil.
O Jornal O Estado solicitou posicionamento da Prefeitura de Pires Ferreira sobre os contratos e sobre as suspeitas levantadas pela operação, mas a gestão municipal não havia se manifestado.
Por Querol Carvalho