
Os resultados positivos na área da educação colocaram o ministro Camilo Santana no centro do cenário político nacional. A ampliação do programa Pé-de-Meia, a expansão do ensino em tempo integral e a valorização do magistério — que em 2026 terá reajuste de 5,4% no piso salarial — fortaleceram a imagem do ministro como um dos principais quadros do primeiro escalão do governo federal.
Com essa visibilidade, Camilo passou a ser citado nos bastidores como possível nome para compor, como vice, a chapa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A eventual indicação consolidaria ainda mais a força política de Lula no Nordeste, região onde Camilo construiu sua trajetória como governador do Ceará e mantém alto prestígio eleitoral.
NOME NACIONAL
Hoje, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) segue como o nome mais cotado para permanecer na chapa. No entanto, a entrada de Camilo no radar para a vice abre espaço para novas articulações políticas, que dependem diretamente das negociações entre os partidos da base aliada e do desenho final das alianças para 2026.
Enquanto adversários no Ceará enxergam Camilo como potencial candidato ao Governo do Estado, o ministro surge em um patamar ainda mais elevado no debate nacional, sendo lembrado para um posto estratégico na sucessão presidencial.
A projeção é resultado direta da agenda educacional, considerada uma das vitrines da atual gestão federal.
DESINCOMPATILIZAÇÃO
Camilo deixará o comando do Ministério da Educação no dia 31 de março e, a partir de abril, ficará à disposição do PT para atuar politicamente, seja na construção do cenário estadual, seja na articulação nacional para a reeleição de Lula.
Em entrevista ao Jornal O Globo, o ministro Camilo Santana confirmou que deixará o cargo para cuidar das eleições no Ceará, descartou a possibilidade de disputar o Governo do Estado e recebeu a missão do presidente Lula para ajudar na montagem do palanque da reeleição.
Ceará Agora