
O secretário da Casa Civil do Ceará, Chagas Vieira, apontou que o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), terá um papel nas eleições de 2026 que vai além do Ceará, atuando como uma liderança de âmbito nacional.
Com saída confirmada do Ministério da Educação (MEC) em abril, seguindo as regras de desincompatibilização, a ideia é que o ex-governador se dedique a trabalhar para apoiar a reeleição do governador Elmano de Freitas (PT) no Ceará e do presidente Lula (PT).
“Camilo tem um papel importante hoje não só no Ceará, mas no Brasil. Ele é considerado um dos melhores ministros do governo federal. Ele vai ter um papel muito importante para a reeleição de Lula no Brasil e de Elmano aqui no Ceará. Ele já vai se descompatibilizar no começo de abril, justamente para que ele tenha uma maior liberdade de percorrer os estados e municípios, de colocar sua mensagem, pela credibilidade que ele tem, pelo respeito que ele tem da população”, falou Chagas ao O Estado nesta segunda-feira (26).
“Ele (Camilo) hoje é uma figura de dimensão nacional e obviamente vai contribuir principalmente aqui no Nordeste e mais especialmente aqui no Ceará”, reforçou o secretário.
Integrante da cúpula do governo Elmano, Chagas negou que uma possível candidatura de Ciro Gomes (PSDB) gere preocupação entre os governistas.
Políticos da oposição no Ceará afirmam que o tucano tem chances reais de atrapalhar os planos de reeleição do governador Elmano. Os opositores dizem que o PT pode acionar Camilo para enfrentar Ciro no lugar de Elmano. A possibilidade é negada pelos governistas.
“A única coisa que nos preocupa hoje é resolver os problemas que temos pra resolver no Estado. Temos trabalhado todos os dias para fazer com que esses problemas sejam solucionados, temos avançado muito e precisamos avançar cada vez mais. Enquanto a oposição só pensa em fazer política, só pensa em ‘disse me disse’, em ‘oba-oba’, a gente está pensando realmente em trabalhar e entregar cada vez mais ações e projetos para o Estado do Ceará”, rebateu Chagas.
REFORÇO NA ARTICULAÇÃO POLÍTICA COM CAMILO
Em entrevista para o jornal O Globo publicada no domingo (26), Camilo reforçou que não vê ameaça em uma candidatura de Ciro ao Governo do Ceará, mas admitiu que ele é o “adversário mais forte contra Elmano”. O ministro ainda falou mais sobre a sua saída do MEC, que seria para “ajudar” a evitar “retrocesso” no seu estado.
“Terei mais tempo para percorrer o estado e fazer articulação política”, disse o ministro, falando também em fortalecer o arco de alianças do PT no Ceará. “A ideia é que eu possa estar mais livre, inclusive para ajudar na eleição presidencial no Nordeste, pela minha articulação que eu tenho com os governadores e senadores. É juntar um pouco do Ceará e da eleição nacional”.