O ex-presidenciável Ciro Gomes, ao se filiar ao PSDB, questionou a trajetória, o currículo e a ficha corrida de pré-candidatos ao Senado. As declarações do neo-tucano repercutiram no Plenário da Assembleia Legislativa, com exposição dos pretendentes ao mais famoso tapete azul de Brasília.
Ciro não nominou adversários, mas, ao elogiar o currículo do pastor Alcides, deputado estadual e pré-candidato do PL ao Senado, mandou recado aos adversários Júnior Mano (PSB) e José Guimarães (PT) e os empurrou contra à parede à trajetória e ficha limpa na política.
Mano e Guimarães foram citados em possíveis irregularidades com recursos de emendas parlamentares, mas, contra ambos, não há conclusão de inquérito, nem condenação que os impeçam de disputar as eleições de 2026. O caso das emendas, porém, os fragilizam, o que levou Ciro a falar sobre currículo e ficha limpa.
TEMPERATURA ELEVADA
o debate elevou a temperatura política nesta quinta-feira (23) na Assembleia Legislativa do Ceará, durante uma sessão marcada por troca de farpas entre parlamentares da base aliada e da oposição.
O embate começou após o deputado em exercício Léo Suricate (Psol) fazer um discurso repleto de críticas a nomes dos dois campos políticos, elevando o tom no plenário.
Suricate atacou o deputado federal André Fernandes (PL) e o pai dele, o deputado estadual Alcides Fernandes (PL), além de mencionar o deputado federal Júnior Mano (PSB) — integrante da base governista e cotado para disputar o Senado em 2026.
“André Fernandes, antes de assumir como deputado, até hoje, a única coisa que ele fez foi destruir pontes. Agora está tentando construir algumas, mas com diversos grupos que foram se fracionando”, afirmou o parlamentar do Psol.
Suricate questionou a capacidade de opositores em disputar cargos majoritários nas próximas eleições: “Deputado Alcides, não sei qual é o currículo dele para ser senador”, disparou, ao ouvir gritos e reações do pai de André, pastor Alcides.
As críticas não se limitaram a opositores, mas um dos principais aliados do Governo – o deputado federal e pré-candidato ao Senado, Júnior Mano (PSB), também entrou no alvo de Suricate, que deixou o recado: se Júnior Mano for candidato, vou fazer campanha para votar até nulo.
A fala provocou reação imediata entre aliados e opositores, com vozes exaltadas, ambiente pesado. As tensões levaram a presidente da sessão, deputada Larissa Gaspar (PT), a suspender o debate até os colegas parlamentares controlarem os ânimos.