Roberto Cláudio não é consenso na disputa pelo governo

Blog do  Amaury Alencar
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O ex-prefeito Roberto Cláudio anunciou sua saída do PDT na semana passada e agora está livre para costurar sua pré-candidatura ao governo do Ceará pela oposição. Dentro do PL, porém, o nome do médico não é uma unanimidade, especialmente quando levado ao cenário nacional. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) defende que as negociações no Ceará fiquem a cargo do deputado federal André Fernandes.

A ideia é compartilhada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Ele afirmou que “o que o Ceará resolver, vamos seguir”. No entanto, o senador Rogério Marinho, secretário-geral do partido, ao ser questionado sobre as preferências do PL para a disputa do governo, na última sexta-feira (30), durante o Seminário de Comunicação do PL, teceu elogios ao senador Eduardo Girão (Novo).
“O que nós sabemos é que o União Brasil terá um pré-candidato que é o Roberto Cláudio. Tem também o Eduardo Girão, do Novo, que pretende ser candidato ao governo do Estado, que é um amigo nosso, inclusive meu companheiro de Senado. Tem feito um trabalho muito bom no Senado da República e tem todas as qualidades para ser escolhido”, analisou Rogério.

Em defesa de Roberto está o deputado estadual e presidente do PL Ceará, Carmelo Neto. O parlamentar disse ter articulado o encontro de Bolsonaro e RC na última quinta-feira (29). O deputado afirmou que Bolsonaro “gostou muito da conversa”. Ele ainda está planejando o encontro, em Brasília, do ex-prefeito com Bolsonaro, Valdemar e Rogério.

Carmelo destacou a importância de manter a unidade com a oposição, em especial com o União Brasil, “até no campo nacional”. O União Brasil deve se federal ao PP e receber a filiação de RC. “Roberto representa esse grupo”. Sobre Eduardo Girão, Carmelo analisa que “é natural que um ou outro tenha preferência por A ou B, mas eu defendo é que a gente tenha aqui uma candidatura no Estado capaz de derrotar o PT”.

“Obviamente o senador Eduardo Girão é um nome muito respeitado, é nosso amigo, tem nossa consideração. Mas é preciso que se dialogue da mesma maneira o Roberto”, afirmou Carmelo.
André Fernandes, que afirma ter sido ele a convidar Roberto para conversar com Bolsonaro, entende que “é importante essa aproximação, apesar de não estar nada definido”. Para o deputado federal, o encontro foi “uma paquera que se inicia”.

Também interessado em manter a provável federação União Progressista na oposição, André também afastou a possibilidade de o PL indicar um segundo nome ao Senado, além do deputado estadual Alcides Fernandes, lançado por Bolsonaro à Câmara Alta. A vereadora Priscila Costa (PL), ao ser questionada sobre as preferências do PL, reforçou que “o nosso porta voz, alinhado com o presidente Bolsonaro, é o deputado André Fernandes”.
Rogério Marinho, André Fernandes e Carmelo Neto ressaltaram as falas do ex-governador Ciro Gomes (PDT) dizendo que não é candidato.
Presente no evento, o deputado estadual Sargento Reginauro (União) destacou a importância de manter a unidade na oposição e citou como nomes possíveis ao governo pela oposição Ciro, RC, o prefeito de Juazeiro do Norte, Gledson Bezerra (Podemos), Eduardo Girão e o deputado federal Moses Rodrigues (União Brasil). Somente após ser questionado por repórter ele lembrou do seu líder, o ex-deputado Capitão Wagner (União) como uma possibilidade.


“Se for o nome do Ciro, ok, se for o nome do Roberto, se for o nome e alguém do PL, enfim, o importante agora é que o grupo mantenha a unidade”, analisou Reginauro. Sobre o próximo café da oposição – encontro de parlamentares do grupo que tem ocorrido na Assembleia Legislativa do Ceará – o deputado disse que “está chegando a hora de um grande almoço, onde todas essas lideranças estejam na mesma mesa”.

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