Os servidores técnico-administrativos de três instituições acadêmicas — Universidade Estadual do Ceará (Uece), Universidade Regional do Cariri (Urca) e Universidade Estadual do Vale do Acaraú (Uva) —aprovaram estado de greve na última sexta-feira, 4.
Em nota, o grupo afirma que "a decisão reflete o crescente descontentamento da categoria diante das condições salariais e funcionais, consideradas insustentáveis". Entre as exigências, encontra-se a atualização do Plano de Cargos e Carreiras, prometido pelo Governo do Estado em 2023.
Os servidores pedem ainda a atualização do plano, processo que declaram estar parado desde novembro de 2024. Outro destaque indica que a atualização está no sistema do Governo do Ceará há pelo menos 588 dias.
Por meio de informe, o Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais no Estado do Ceará (Sintufce) manifestou apoio "irrestrito" à causa.
"A mobilização dos companheiros e companheiras das instituições estaduais é legítima, urgente e necessária diante do cenário de abandono e sucateamento vivenciado há anos", afirma o Sintufce.
"A ausência de concursos públicos desde 2016, a defasagem salarial, o desrespeito ao Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) e a crescente sobrecarga de trabalho são sintomas de um projeto de desmonte que atinge em cheio a educação pública cearense", completa o sindicato.
O Sindicato de docentes da Universidade Estadual do Ceará (Sinduece), também pulicou nota de apoio à greve.
"A Sinduece expressa sua total solidariedade aos companheiros e companheiras da categoria. Que essa mobilização frutifique na valorização dos STAs, no fortalecimento da carreira e na conquista de melhores condições de trabalho", disse o sindicato.
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