Gleisi e Padilha chegam a novos ministérios para liderar embates e viabilizar marcas para Lula em 2026

Blog do  Amaury Alencar
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Gleisi Hoffmann, Lula e Alexandre Padilha


Os novos ministros de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e da Saúde, Alexandre Padilha, assumem hoje seus cargos com missões relacionadas à eleição de 2026: costurar alianças para a campanha e apresentar uma marca para o governo, respectivamente. Ontem, em uma amostra do tom de enfrentamento para o próximo pleito, Gleisi alfinetou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas redes sociais e o acusou de “bajular” o americano Donald Trump. Padilha, por sua vez, terá que dar visibilidade ao Programa Mais Acesso a Especialistas (PMAE), o que sua antecessora, Nísia Trindade, não conseguiu fazer

 Substituta do próprio Padilha na articulação política, Gleisi deverá assumir embates políticos do governo e tentar ocupar um espaço que acabou vago desde a indicação de Flávio Dino para o Supremo Tribunal Federal (STF), em 2023. À frente da pasta da Justiça, Dino costumava travar debates acirrados com a oposição bolsonarista. Ontem, Gleisi criticou Bolsonaro por defender taxações impostas por Trump, que podem afetar exportações brasileiras.

“Bolsonaro não deve ser tão burro assim, mas pensa que a gente é. E não perde a mania de mentir e bajular seu ídolo estadunidense. Nosso país é o Brasil e é aqui que ele vai responder por seus crimes”, afirmou Gleisi em seu perfil no X.

A postura firme da nova ministra, se por um lado reforça a polarização para 2026, por outro gera receio de integrantes do governo em relação a possíveis enfrentamentos com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Nos dois primeiros anos do governo, como presidente do PT, Gleisi teceu críticas a medidas tocadas por seu colega de partido na área econômica.

                                     

                                           O GLOBO 

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