
A Direção-geral da Polícia Federal anunciou a contratação de um programa nacional de atendimento e cuidado à saúde mental dos seus servidores. A medida inclui a contratação de uma empresa especializada em telepsiquiatria e telepsicologia, oferecendo tratamentos de psicoterapia e psiquiatria, com um Serviço de Plantão 24h – SOS, disponível a qualquer hora para suporte de urgência.
O anúncio vem após um caso de suicídio ocorrido recentemente na Delegacia de Polícia Federal de São Gonçalo (Delesp) da Superintendência Regional do Rio de Janeiro (SR/RJ), que chamou a atenção para a falta de suporte adequado para a saúde mental dos servidores da PF.
A criação do programa de saúde mental foi uma das principais pautas debatidas no último Congresso Nacional dos Policiais Federais (Conapef) e também no encontro das mulheres policiais promovido pela Fenapef. Durante ambos os eventos, foram entregues cartas à Direção-geral da PF, reforçando a necessidade de medidas concretas para proteger a saúde mental dos policiais federais.
Representante comemora medida
O presidente da Federação Nacional da Polícia Federal, Marcus Firme, comemorou a implementação do programa, mas lamentou o atraso da medida, que só foi viabilizada após intensas pressões e a recomendação do Ministério Público.
”Sem dúvida é a concretização de anos de luta da Fenapef e do sistema sindical. Só lamentamos o grande número de vidas que foram perdidas devido à falta dessa estrutura e igualmente lamentamos que a gestão só tenha implementado após a Recomendação do MPF provocada pela Fenapef. Agora, vamos acompanhar a implantação do projeto e fiscalizar as suas condições”, comemorou.
Com informações do site Extra