6 municípios do Ceará recebem projeto de agricultura familiar sustentável em parceria com Petrobras

Blog do  Amaury Alencar
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Agricultoras do Floresta de Alimentos em ação do projeto em Itapipoca-CE

Agricultoras do Floresta de Alimentos em ação do projeto em Itapipoca-CE / Crédito: Rose Serafim/Cetra

Será apresentado nesta quarta-feira, 26, o projeto Floresta de Alimentos. A iniciativa prevê a criação de corredores ecológicos, a proteção de nascentes de água, a captura de gás carbônico da atmosfera e contribuir para a segurança alimentar de pessoas e animais. Serão contempladas comunidades de municípios de Ceará e Rio Grande do Norte.

Municípios envolvidos no projeto no Ceará:

  1. Acaraú
  2. Fortaleza
  3. Itapipoca
  4. Paracuru
  5. Paraipaba
  6. Trairi

Municípios participantes no Rio Grande do Norte:

  1. Alto do Rodrigues
  2. Areia Branca 
  3. Carnaubais
  4. Mossoró
  5. Natal

Floresta de Alimentos é uma parceria entre as organizações Diaconia e Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador e à Trabalhadora (Cetra) com a Petrobras, por meio do programa Petrobras Socioambiental.

O lançamento ocorre no Mercado Público de Carnaubais, no Rio Grande do Norte, nesta quarta-feira, 26, às 7h30min.

O projeto adota o conceito de agrosociobiodiversidade, que compreende preservação ambiental e conhecimentos dos povos tradicionais do sertão, como indígenas, quilombolas, pescadores, marisqueiros e famílias agricultoras.

Uma das estratégias adotadas pelos idealizadores do projeto são os SAFs: sistemas agroflorestais ou simplesmente Florestas de Alimentos. Essa forma de agricultura sustentável aumenta a produtividade dos solo e melhora a captação de água. Isso é possível com a proteção do solo, por meio do cultivo de árvores e plantas adubadeiras e nativas na mesma área de culturas tradicionais, como milho, feijão, arroz, frutas e hortaliças.

A coordenadora do projeto na Diaconia, Risoneide Lima, argumentou que a iniciativa vai contribuir socioeconomicamente para suas comunidades.

“Os sistemas agroflorestais e agroecologia, por meio do projeto Floresta de Alimentos, no Rio Grande do Norte, irão contribuir em diversos aspectos socioeconômicos e ambientais. Entre eles podemos citar a segurança alimentar e nutricional, a geração de renda e autonomia das famílias beneficiárias, a recuperação ambiental e a conservação do solo nas áreas onde serão desenvolvidas as ações com os sistemas agroflorestais”, aponta a coordenadora.

Risoneide Lima, indicou que o principal objetivo do Floresta de Alimentos é contribuir para a mitigação das mudanças climáticas no semiárido potiguar e cearense.

Além disso, a iniciativa busca “fortalecer as capacidades das comunidades e territórios tradicionais para a gestão sustentável dos seus agroecossistemas e para a convivência com o semiárido, consolidando a bioeconomia solidária como estratégia para a redução do desmatamento, da recuperação de áreas degradadas, da restauração florestal, do sequestro e estoque de carbono, da conservação dos mananciais hídricos e da proteção da agrosociobiodiversidade”, explica Risoneide.

 O programa prevê ainda a implantação de tecnologias sociais, como o sistema de reaproveitamento da água da pia e do chuveiro para aguar plantas (RAC - Reúso de Águas Cinzas) e de fogões ecológicos, versão diferenciada do fogão à lenha tradicional com redução do madeira e da poluição por fumaça na cozinha.

                                             o povo 

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