Sistema de robôs do INSS rejeita seis em cada 10 pedidos de benefícios e filas ficam ainda maiores

Blog do  Amaury Alencar
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Os números mais recentes sobre a fila no INSS devem continuar gerando uma maior avalanche de ações na Justiça Federal. Motivo: uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) aponta que seis em cada dez pedidos de benefício analisados pelos robôs do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) são indeferidos.


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Os dados são dos requerimentos feitos no ano passado, e representam um aumento em relação ao patamar de 41% de negativas registradas em 2021.

 DUAS FILAS

Com a primeira resposta negativa, os segurados e beneficiários, mesmo tendo direito a auxílios, pensões e aposentadorias engrossam ainda mais a fila do INSS e, após meses de espera, decidem entrar na Justiça Federal, que, hoje, acumula, pelo menos, 185 mil ações contra a Previdência Social no Ceará. Na Justiça, a maioria das pessoas que recebem o ‘não’ do INSS tem a certeza de que ganharão o processo.

A espera por uma resposta da Justiça Federal dura uma média de seis meses, mas pode chegar a 11 meses, quando há necessidade de realização de perícias e audiências com representantes do INSS. segundo, ainda, a CGU, o crescimento no número de indeferimentos automáticos de pedidos de pensão, aposentadoria e BPC, por exemplo, foi “significativo”.


O estudo da Controladoria Geral da União alerta que o cenário tem como consequência potencial o aumento no número de recursos feitos ao Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS).

O INSS tem duas filas, com acúmulo de 3 milhões e 280 mil processos: uma das filas é formada por quem entra, pela primeira vez, com pedido de benefício, e outra fila, é composta pelos segurados e beneficiários que tem o pedido negado e insiste na área administrativa antes de ir à Justiça.

OUTRO LADO

De acordo com o INSS, 37% dos pedidos de auxílios e aposentadorias são decididos pela ferramenta de inteligência artificial e que, a exemplo do que sempre ocorreu, as respostas sobre a concessão dos benefícios é na mesma proporção que sempre ocorreu.

‘’O que é importante e deve ser ressaltado: o INSS continua concedendo e negando benefícios na mesma proporção de sempre. Desde 2021, o INSS concede, em média, 52% dos pedidos. E nega os outros 48%. Isso não mudou. A única diferença é que, agora, quem nega a maior parte dos pedidos (66% dos indeferimentos, em média), é o robô’’, expôs o diretor de Tecnologia da Informação do INSS, Ailton Nunes, em declaração publicada pelo Jornal Extra.

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