Ceará junta leis e mapas para brigar no STF e preservar 2.874 km de área territorial da Ibiapaba reivindicada pelo Estado do Piauí

Blog do  Amaury Alencar
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 Lideranças políticas e moradores de Municípios da Região da Ibiapaba estão na expectativa sobre os desdobramentos da briga aberta pelo Estado do Piauí que reivindica a incorporação de áreas territoriais pertencentes à Região da Ibiapaba no Ceará.



A ação judicial tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) há 12 anos e o processo, cujo litígio começou em 1758, se desenrola com pedidos de informações aos Estados do Ceará e do Piauí.


O Governador Elmano de Freitas mantém a mesma estratégia do antecessor Camilo Santana na firmeza de defender a manutenção da área territorial, ligada historicamente ao estado do Ceará. Como mais uma etapa do conflito, o Governo Elmano argumenta que, com base em pesquisas, ‘’leis de criação de municípios, mapas e documentos históricos” – como o Censo Demográfico de 1872, que “demonstrou, sem sombra de dúvidas, que a área em litígio está sob domínio do Ceará porque o Estado do Ceará vem administrando esses territórios desde antes da promulgação do Decreto Imperial de 1880’’.


O Piauí quer anexar uma área de 2.874 km², abrangendo 13 municípios – Granja, Viçosa do Ceará, Tianguá, Ubajara, Ibiapina, São Benedito, Carnaubal, Guaraciaba do Norte, Croatá, Ipueiras, Poranga, Ipaporanga e Cratéus. Os dados do Ipece (Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará) apontam que, nessa área, o PIB (Produto Interno Bruto) correspondeu no ano de 2020 a R$ 6,5 bilhões, ou seja, 4% do total do PIB do Ceará.

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