Fortaleza : Com emergência superlotada, IJF recebe visita da OAB e do Ministério Público

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Enfermeiros que atuam no IJF conversaram com representantes da OAB-CE e do MPCE

Enfermeiros que atuam no IJF conversaram com representantes da OAB-CE e do MPCE Crédito: Luciano Cesário


Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil Subsecção Ceará (OAB-CE) e do Ministério Público do Ceará (MPCE) visitaram o Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza, neste domingo, 2, para vistoriar a emergência da unidade e apurar os relatos de superlotação e demora no atendimento, atribuídos pela Prefeitura de Fortaleza à greve dos enfermeiros.

O presidente da Comissão de Saúde da OAB-CE, Ricardo Madeiro, e a promotora de Justiça Ana Cláudia Uchoa conversaram com os profissionais e pacientes da unidade sobre os impactos da paralisação no serviço prestado aos pacientes. Eles percorreram os principais setores do hospital, como as emergências adulta e pediátrica, a ala de observação e a sala de recuperação.

No trajeto, acompanhado pelo O POVO, havia dezenas de pessoas aguardando consulta nos corredores. Algumas se queixavam de fortes dores e apresentavam fraturas expostas. Segundo a chefe de equipe do plantão, Lorena Gomes, o represamento de pacientes está diretamente relacionado com a greve dos profissionais da enfermagem.






Representantes da OAB-CE e do Ministério Público conversaram com pacientes e profissionais durante a visita Crédito: Luciano Cesário

 "Esses pacientes teriam que ser distribuídos para leitos de enfermaria, mas como as equipes não estão em quantidade suficiente para atender, eles acabam ficando represadas nos corredores e isso afeta também o atendimento e a assistência prestados a essas pessoas", afirmou a médica. Segundo ela, a superlotação tem causado "estresse" nos acompanhantes dos pacientes, o que tem gerado "confusão" e "baderna" no local.   

De acordo com a direção do IJF, havia pelo menos 84 pacientes nos corredores do hospital no momento da visita. Por outro lado, 106 leitos de enfermaria estavam vagos. A unidade alega que a transferência dos pacientes para os leitos vagos está travada por causa da greve dos enfermeiros. Os profissionais que estavam de plantão, no entanto, contestam a versão e dizem que o quadro verificado neste domingo não é novidade. 

A representante do MPCE classificou a situação como "caótica" e se propôs a intermediar um canal de diálogo entre os sindicatos que representam a categoria e a Prefeitura para a busca de um acordo entre as partes. Ela destacou que os pacientes são os mais prejudicados com o impasse. 

“O corpo de enfermagem merece ser valorizado e merece ser ouvido em suas demandas, mas os pacientes não podem ficar do jeito que estão, abandonados”, pontuou Ana Cláudia Uchoa, que é titular da Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde Pública. 


                                                       O POVO 

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