FUTURO DO ORÇAMENTO SECRETO NO STF
O ministro Ricardo Lewandowski, ao se pronunciar sobre as mudanças aprovadas pelo Congresso Nacional, expôs simpatia à medida, deixando transparecer que poderá votar pela manutenção do orçamento secreto. O resultado do julgamento do STF terá impacto na relação entre o Legislativo e Executivo no próximo ano e, sobretudo, na construção da governabilidade do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.
A manutenção do orçamento secreto consolida o poder de barganha concentrado nas mãos dos presidentes da Câmara e do Senado. Em 2023, são, pelo menos, R$ 19,6 bilhões reservados no Orçamento da União para as emendas parlamentares secretas. Os deputados federais cobram a manutenção do orçamento secreto e, por essa razão, decidiram frear o avanço da PEC do Bolsa Família que prevê as despesas com programas sociais fora do teto de gastos.
Durante a campanha de 2022, o então candidato Lula chamou o mecanismo utilizado no orçamento secreto de “excrescência” e prometeu revogá-lo caso fosse eleito. Após diplomado, Lula recuou e a bancada do PT decidiu apoiar o orçamento secreto como condição para o Congresso Nacional aprovar a PEC do Bolsa Família. A PEC está na pauta de votação da Câmara Federal.
