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| Fotos: Thiago Rodrigues/AVSQ |
Estudantes do colégio Paulo Freire, em Santa Quitéria, estão entre os finalistas nacionais da 11ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente, promovida por um dos mais respeitados órgãos de saúde do mundo, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – que produziu uma das vacinas contra a Covid-19.
Na categoria audiovisual, o professor Lucas Muniz e as alunas Crisley Viana e Nívea Protásio apresentam “Urânio na jazida de Itataia, sobre a necessidade de analisar benefícios e malefícios”. O projeto venceu na etapa Nordeste e agora, disputa a premiação que acontecerá de 6 a 9 de dezembro, no Rio de Janeiro.
Para a escolha desta temática, Lucas considerou as muitas discussões que tem sobre a abertura do empreendimento, que se arrasta há quase cinco décadas com polêmicas e controvérsias. “Eu como professor de física não vi muito, nos discursos e debates recentes no município, um olhar mais técnico sobre as informações pertinentes à exploração. Daí nós fomos, estudamos, vimos todos os possíveis impactos que possa ter para esclarecer nossa população”, explicou.
“Buscamos informações nos arquivos da CNEN, INB e RIMA, além de outras fontes, pra embasar o nosso trabalho, além de laboratórios virtuais de universidades estrangeiras. Mostramos que o urânio, antes de ser enriquecido, já é radioativo, podendo causar danos a vida humana e animal, mas quando é separado, se torna útil para indústria nuclear. O urânio está presente em toda matéria, o que distingue na jazida é a quantidade”, detalha em entrevista ao A Voz de Santa Quitéria.
A aluna Crisley afirmou que está com boas expectativas, por se tratar de um tema de interesse internacional e que há uma grande busca por novas fontes de energia renovável. “O nosso projeto busca fazer uma reflexão crítica e uma formação do pensamento da pessoa, acerca da jazida se deve ser explorada ou não”, ressaltou.
A OBSMA busca estimular o desenvolvimento de atividades interdisciplinares nas escolas públicas e privadas de todo o país. Lá na sede da fundação, o trio participará da cerimônia de premiação, bem como de outros eventos culturais e pedagógicos.
Paralelo a isto, o projeto Santa Quitéria aguarda licenciamento ambiental do IBAMA, mas há perspectivas para iniciar as obras em 2023, com um investimento de R$ 2,3 bilhões pelo consórcio INB/Galvani.
A voz de Santa Quitéria