Fortaleza e mais 21 capitais ignoram orientação do Ministério da Saúde e decidem manter vacinação de adolescentes

Blog do  Amaury Alencar
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Mesmo depois da orientação do Ministério da Saúde de não vacinar adolescentes sem comorbidades contra a Covid-19, Fortaleza e mais 21 capitais, incluindo o Distrito Federal, decidiram continuar vacinando os jovens. As faixas etárias variam conforme o lugar, e a aplicação depende do estoque de doses disponíveis.

Porto Alegre, Florianópolis, São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória, Belo Horizonte, Palmas, Belém, Macapá, Boa Vista, Rio Branco, Porto Velho, Manaus, Maceió, Fortaleza, São Luís, Recife, Aracajú, Salvador, Campo Grande e Distrito Federal seguem com a vacinação de adolescentes. No caso de Salvador, Porto Velho e Manaus, a vacinação dos jovens retornou neste sábado (18) após interrupção de 24 horas. Já Natal anunciou que vai começar a aplicar as doses na segunda-feira (20).

Enquanto isso, Goiânia e João Pessoa preferiram seguir a orientação do Ministério da Saúde e interromperam a imunização desta faixa etária. Já Teresina, Curitiba e Cuiabá ainda não começaram a vacinar esse público.

No Ceará, a Secretaria de Saúde do Estado se posicionou e anunciou que os municípios cearenses vão manter a vacinação contra Covid-19 em jovens com idade entre 12 e 17 anos.

A Confederação Nacional dos Municípios divulgou, neste sábado (18), uma nota sobre a vacinação de adolescentes. De acordo com a CNM,  destaca que é “urgente a disponibilização de documentos norteadores aos Municípios para a vacinação da população de 12 a 17 anos o quanto antes, sob pena de gerar desorganização e ainda, algo muito mais grave, que é a insegurança da população perante um ou outro esquema vacinal”.

“A Confederação expressa sua perplexidade em relação à fala do Ministério da Saúde na coletiva de imprensa do dia 15 de setembro, na qual passou a culpabilizar os Municípios de criarem tumultos e interrompeu a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades alegando problemas de segurança da vacina da Pfizer, fator que não tinha sido cogitado em notas ou falas anteriores”, diz um trecho da nota.

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