Presidentes do MDB, PSDB, DEM, Novo, PSL, Cidadania e Solidariedade repudiam falas de Bolsonaro sobre eleições

Blog do  Amaury Alencar
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Bolsonaro defendeu, na manhã dessa sexta-feira, 9, o voto impresso para auditar os resultados das eleições de 2022 (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Bolsonaro defendeu, na manhã dessa sexta-feira, 9, o voto impresso para auditar os resultados das eleições de 2022 (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Políticos brasileiros, incluindo presidentes de partidos de direita, assinaram documento em repúdio contra declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre a execução do pleito eleitoral de 2022. O chefe do Executivo tem associado a urna eletrônica a fraudes nas eleições e reforçado a possibilidade de voto impresso no próximo ano. Assinaram:

• ACM Neto, presidente do Democratas e ex-prefeito da Bahia
• Baleia Rossi, presidente do MDB e deputado federal por São Paulo
• Bruno Araújo, presidente do PSDB e ex-deputado federal por Pernambuco
• Eduardo Ribeiro, presidente do Novo
• José Luís Penna, ex-secretário da Cultura de São Paulo na gestão de Geraldo Alckmin
• Luciano Bivar, presidente do PSL e deputado federal por Pernambuco
• Paulinho da Força, presidente do Solidariedade
• Roberto Freire, presidente do Cidadania e ex-ministro da Cultura do Brasil durante a gestão de Michel Temer

“Temos total confiança no sistema eleitoral brasileiro, que é moderno, célere, seguro e auditável”, escreveram os políticos no documento, que reforça a democracia como “uma das mais importantes conquistas do povo brasileiro”. “Nas últimas três décadas, assistimos a muitos embates políticos, tivemos a sempre salutar alternância de Poder, soubemos conviver com as diferenças e exercer com civilidade e responsabilidade o sagrado direito do voto”.

“São as eleições que garantem a cada cidadão brasileiro o direito de escolher livremente seus representantes e gestores. Sempre vamos defender de forma intransigente esse direito, materializado no voto”, acrescentaram. Por fim, os políticos se opuseram às críticas do sistema eleitoral: “Quem se colocar contra esse direito de livre escolha do cidadão terá a nossa mais firme oposição”.

Bolsonaro voltou a defender, na manhã dessa sexta-feira, 9, o voto impresso para auditar os resultados das eleições de 2022 e disse que “a fraude está no TSE [Tribunal Superior Eleitoral]”. O presidente aproveitou o momento, durante conversa com apoiadores, para tentar desqualificar o presidente do órgão, Luís Roberto Barroso, que também é ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Bolsonaro o chamou de “idiota” e “imbecil”. “Lamento falar isso de uma autoridade do Supremo Tribunal Federal. Um cara desse tinha que estar em casa”, acrescentou. Barroso já declarou abertamente ser contra o voto impresso. O presidente o acusou de articular junto ao Congresso a derrubada do Projeto de Emenda à Constituição (PEC) do Voto Impresso, de autoria da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF).

Em nota divulgada ainda ontem, Barroso reafirmou que jamais foi registrada nenhuma fraude desde a implantação das urnas eletrônicas, em 1996. Segundo ele, o sistema é integro e permitiu a alternância no poder. “A realização de eleições, na data prevista na Constituição, é pressuposto do regime democrático. Qualquer atuação no sentido de impedir a sua ocorrência viola princípios constitucionais e configura crime de responsabilidade”.

              o Povo 

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