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10/07/2021

Bolsonaro confirma não ter agido frente às irregularidades da Covaxin

"Eu não posso simplesmente, ao chegar qualquer coisa pra mim, tomar providência", disse o chefe do Executivo (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
"Eu não posso simplesmente, ao chegar qualquer coisa pra mim, tomar providência", disse o chefe do Executivo (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) confirmou neste sábado, 10, que não agiu frente às denúncias de irregularidades na negociação de compra da vacina contra Covid-19 Covaxin. "Eu não posso simplesmente, ao chegar qualquer coisa pra mim, tomar providência", disse ele à Rádio Gaúcha, em referência à denúncia feita pelo deputado Luis Miranda (DEM-DF) à CPI da Covid.


A CPI avalia a possibilidade de comunicar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a ocorrência de suposto crime cometido por Bolsonaro, no caso da compra da Covaxin. O mandatário teria conhecimento de um caso de corrupção e deixou de agir ou comunicar às autoridades competentes — inação que configuraria prevaricação. De acordo com Miranda, o presidente sabia de "rolo" na compra da Covaxin, cuja aquisição já foi cancelada devido às suspeitas de superfaturamento.

Em 2 de julho, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito contra o presidente por suposta prevaricação no caso. Na ação, o vice-procurador-geral, Humberto de Medeiros, afirma que é preciso esclarecer se o presidente de fato se omitiu em tomar providências sobre denúncias envolvendo a compra da Covaxin. O pedido foi acatado pela ministra Rosa Weber, que determinou abertura de investigação sobre o caso.

Após a entrevista à Rádio Gaúcha, Bolsonaro participou neste sábado de mais uma motociata com apoiadores em Porto Alegre (RS). Durante o evento, ele gravou video para as redes sociais onde destacou “compromisso com a democracia". “Não abriremos mão da nossa democracia e da nossa liberdade, do nosso direito que está na Constituição, quem pensa o contrário está no caminho errado", disse.

Caso Covaxin

O Ministério da Saúde assinou, em 25 de fevereiro, contrato para compra de 20 milhões de doses da vacina Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotech. O contrato foi fechado com a Precisa Medicamentos, intermediária da Bharat no Brasil, ao custo de US$ 15 por dose.

Em depoimento ao MPF, o servidor da saúde Luis Ricardo Miranda relatou ter sofrido "pressão atípica" para liberar a aprovação da vacina, que teve contrato fechado em tempo recorde, antes mesmo de a vacina ter todos os dados divulgados ou aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Meses antes, o Planalto já tinha negado propostas de vacinas mais baratas que a Covaxin, como a da Pfizer (que custava US$ 10). Caso atingiu o Planalto após o deputado Luis Miranda (DEM-DF) afirmar ter relatado o caso pessoalmente a Jair Bolsonaro. Depois do surgimento das suspeitas, o Ministério suspendeu a compra da vacina.

                      o Povo 

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