Reabertura econômica deve ter revezamento de horários para diminuir lotação nos ônibus

 


Secretário da Casa Civil afirma que reclamações por coletivos menos lotados são legítimas. Segundo Chagas Vieira, mudanças no funcionamento do comércio do Estado serão adotadas para evitar aglomerações em transportes coletivos

Movimentação do terminal do Papicu em março de 2021 (Foto: JÚLIO CAESAR)
Movimentação do terminal do Papicu em março de 2021 (Foto: JÚLIO CAESAR)

Em entrevista à Rádio O Povo CBN nesta segunda-feira, 5, o secretário da Casa Civil, Chagas Vieira, afirma que a reclamação dos usuários de transporte coletivo é válida e que o governo estadual pretende promover ações para evitar aglomerações nos transportes. “É justa a reclamação dos usuários de transporte público a respeito da sobrecarga de pessoas nos horários de pico”, afirma. A entrevista foi feita na manhã desta segunda-feira, 5.

De acordo com Chagas, o retorno econômico virá com um revezamento nos horários de abertura e fechamento das indústria, comércio de rua e shoppings. "Para não haver choque de horários no transporte coletivo, há uma perspectiva de que o comércio de rua abra mais cedo e feche cedo; assim como os shoppings comecem mais tarde e terminem mais tarde seu funcionamento", explica.

Chagas conta que a discussão sobre essas definições acontecerão ao longo desta semana e que a perspectiva é de retomada gradual da economia. "Não posso dar nenhuma informação precipitada a esse respeito. O secretário Flávio Ataliba (Secretário Executivo de Planejamento e Orçamento) está discutindo com diversos setores da economia a questão do retorno presencial. O que podemos afirmar é que essa retomada será feita de uma forma que não haja choque de horário dos trabalhadoreso que causaria lotações nos transportes públicos", explica o secretário da Casa Civil.

A flexibilização e abertura das atividades econômicas não essenciais deve começar a partir da próxima segunda-feira, 12 de abril. A permanência do fechamento das atividades consideradas não essenciais acontece por causa do alto número de casos de Covid-19 e de demandas por leitos de internação para o tratamento da doença.

“É preciso equilibrar as medidas de reabertura da economia para que a saúde não seja negligenciada. A economia só poderá voltar de forma responsável e organizada para não termos retrocesso”, conclui Chagas.


Covid-19 no Ceará


O Ceará já registra 552.009 casos de contaminação e 14.407 casos de óbitos por Covid-19. Os dados são do Integra SUS. De acordo com a plataforma, o percentual de ocupação dos leitos de UTI para o tratamento da doença é de 92,7%, apontando para um risco alto ao sistema de saúde do Ceará.

O secretário também comentou sobre o alto número de pacientes esperando por leitos de enfermaria e UTI no estado: "Temos quase 800 pessoas esperando a transferência para leitos de enfermaria e UTI. Esse número (de pessoas esperando a transferência para leitos) chegou a mais de 1.000. Houve redução, mas a situação ainda é de alerta máximo", enfatiza Chagas.

                        O POVO 

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