De acordo com a sentença, a juíza manteve a prisão da empresária. “Determino a manutenção da prisão preventiva da ré, considerando a gravidade dos fatos, a necessidade de manutenção da ordem pública, o perigo na sua soltura para a comunidade e também para as testemunhas deste processo”.
Durante a sessão de julgamento, os jurados reconheceram o motivo torpe do crime, uma vez que a ré foi motivada por razões financeiras, pois não queria dividir os bens com o marido, após separação. Também teve a qualificadora da surpresa. A vítima ficou com as mãos amarradas para trás com um lacre e sofreu seis disparos de arma de fogo contra a cabeça.
A ré acompanhou toda a sessão por videoconferência do presídio da Comarca de Crato. Maior parte das testemunhas foram ouvidas virtualmente. Compareceram dois promotores e dois assistentes de acusação. A sessão respeitou todos os protocolos de segurança sanitária estabelecidos para o combate à disseminação do coronavírus.
O caso
A vítima foi assassinada em 23 de outubro de 2015 dentro da própria casa. Consta na denúncia que, após a separação conjugal, o casal passou a ter constantes discussões por conta dos bens que possuíam. A ré acreditava que seria prejudicada na partilha dos bens e por esse motivo, premeditou a morte do marido.
Do Repórter Ceará (Foto: Arquivo pessoal)

