Usuários do transporte de saúde de Iguatu voltaram a relatar problemas nos veículos utilizados para deslocamento de pacientes até Fortaleza e outras regiões do estado. A situação ganhou repercussão após a circulação de um vídeo, compartilhado nas redes sociais na quinta-feira, 26, mostrando um dos ônibus com defeito na capital.
De acordo com o relato de uma paciente, o veículo apresentou pane em um semáforo nas proximidades do Hospital Geral de Fortaleza, interrompendo o trajeto de pessoas que realizam tratamentos contínuos, incluindo atendimentos oncológicos. Ainda segundo o relato, foi necessário acionar outros veículos para garantir o deslocamento dos pacientes, enquanto o ônibus era encaminhado para reparo.
O caso reacendeu questionamentos sobre as condições da frota utilizada no transporte sanitário do município. Pacientes afirmam que situações semelhantes vêm ocorrendo nos últimos anos, especialmente em viagens regulares para atendimento fora de domicílio, que acontecem diariamente com destino à capital e a polos regionais, como cidades do Cariri.
Outro ponto levantado por usuários é a renovação da frota. Relatos indicam que o último veículo novo destinado a esse tipo de serviço havia sido adquirido em 2018.

Prefeitura
Em nota, a Prefeitura de Iguatu informou que teve conhecimento do problema mecânico e que a situação foi resolvida em cerca de 30 minutos, sem maiores transtornos aos pacientes. Segundo a gestão, a falha foi classificada como simples e comum em veículos de uso contínuo, e a equipe responsável foi acionada de forma imediata para restabelecer as condições de viagem com segurança.
A administração municipal afirmou ainda que mantém acompanhamento permanente do serviço e que tem realizado investimentos na área. De acordo com a nota, desde 2025 houve ampliação da frota de ambulâncias e, no início de 2026, três novos veículos foram entregues. A gestão também criticou o que classificou como uso político do episódio.
O transporte de pacientes para tratamento fora do município segue como um dos serviços mais demandados da rede pública de saúde local, atendendo pessoas que necessitam de acompanhamento contínuo em outras cidades.
Jornal a Praça