Diante do risco de uma segunda onda de aumento de casos de infecções e de mortes por Covid-19, os secretários estaduais de saúde reunidos do Conass enviaram carta ao ministro Eduardo Pazuello (Saúde) solicitando a ampliação em R$ 3 bilhões na verba para o atendimento hospitalar de média e alta complexidade. Os recursos deverão ser usados, segundo os secretários de saúde, na reorganização e expansão de suas redes assistenciais e de vigilância.




O aparato criado para o atendimento à Covid-19 foi desmobilizado em todos os estados, e o problema agora, segundo um desses gestores, é voltar a atender pacientes do coronavírus e paralisar novamente o tratamento de outras doenças. Esses atendimentos já haviam sido prejudicados, com a dedicação exclusiva ao tratamento da Covid-19 na primeira fase de alta das infecções. Os secretários pedem ainda que o governo brasileiro se antecipe e compre 20 milhões de testes rápidos e que permita que os estados também possam fazer compras de testes e de materiais no mercado externo, evitando que haja falta desses produtos, uma vez que a segunda onda já ocorre na Europa e nos EUA.
“Qualquer expressão de negação do risco de uma nova expansão da doença em território nacional poderá levar a um cenário de tragédia epidemiológica de proporções piores aos vividos na primeira expansão de casos”, diz a carta. “As vidas perdidas até aqui para o coronavírus não podem ser ignoradas. A melhor resposta que o poder público pode dar, em nome do luto de milhares de famílias brasileiras, é uma ação à altura da situação gravíssima que temos.”
Vírus
Pessoas infectadas pelo novo coronavírus Sars-CoV-2 que desenvolvem a Covid-19 transmitem mais o vírus nos primeiros cinco dias após o início dos sintomas. Depois de nove dias de doença, nenhum vírus ativo – que pode iniciar uma infecção – foi encontrado em amostras, embora o material genético do patógeno possa ser detectado nessas pessoas semanas e até meses após o começo da infecção

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