Força Nacional e Polícia Militar fazem a segurança das eleições em Caucaia (Foto: JÚLIO CAESAR)
Força Nacional e Polícia Militar fazem a segurança das eleições em Caucaia (Foto: JÚLIO CAESAR)

O domingo de Eleições 2020, 15, terminou com 83 registros de ocorrências por crimes eleitorais no Ceará, de acordo com o balanço da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). No total, 54 pessoas foram conduzidas a delegacias da Polícia Civil (PCCE) e da Polícia Federal (PF). Só a Polícia Militar conduziu 48 suspeitos, dos quais 14 permaneceram presos. Os suspeitos foram presos por diversos crimes eleitorais, como compra de votos e transporte irregular de eleitor. A operação foi considerada "dentro da normalidade".

As informações foram repassadas na manhã desta segunda-feira, 16, em coletiva que contou com a presença do secretário de segurança, Sandro Caron. A região Norte do Ceará - com 14 casos - foi a área que mais registrou ocorrências, seguida pela Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e pela Capital.

O trabalho nas eleições no âmbito da Secretaria da Segurança Pública teve início dia 5 de novembro, quando a SSPDS deslocou, para todos os pontos do Estado, efetivo policial. Todas as 184 cidades do Ceará receberam reforço da PM. "O comando geral da Polícia Militar enviou oficiais para todos os municípios do Estado para que, de lá, comandassem as ações", informou o titular da SSPDS, Sandro Caron, durante coletiva realizada na sede da SSPDS, no bairro São Gerardo, na manhã desta segunda-feira, 16. Nas últimas semanas, a Polícia Civil realizou, ainda segundo o secretário, a prisão de várias pessoas com o perfil violento "que pudessem acarretar algum tipo de problema no dia de ontem (domingo, 15)", confirma ele. 



O destaque ficou com a Área Integrada de Segurança 14, que inclui municípios como Sobral, Tianguá, Camocim, Croatá, Granja, Guaraciaba do Norte, Ibiapina e Santana do Acaraú. Uma das ações da Policia  resultou na condução de 15 pessoas sob suspeita de participação de um esquema de transferência ilegal de título de eleitor. Na operação, realizada numa parceria entre a Polícia Civil e a PF, a pessoa responsável por financiar o ato ilícito foi presa e autuada por transporte irregular de eleitores. O nome do candidato envolvido não foi divulgado.


"Foi verificado que várias pessoas estariam sendo transportadas irregularmente para votar no município de Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Só que está sendo averiguada a possibilidade de ter havido a captação irregular de sufrágio e quais o candidatos responsáveis pela captação desses eleitores", afirmou o delegado Paulo Henrique Oliveira Rocha.

A condução dessas pessoas aconteceu neste domingo, 15, do bairro Varjota, em Fortaleza. Houve, de acordo com o delegado geral da Polícia Civil, Marcus Rattacaso, a transferência anterior do domicílio eleitoral de, pelo menos, 15 pessoas e, no dia eleição, a contratação de carros de aplicativo para levar esses eleitores para votar no município.


Conforme as investigações, os eleitores receberiam R$500 reais para transferir seus títulos de eleitor para Pacatuba, município da RMF. O esquema foi desarticulado na manhã do domingo, 15, quando quatro carros fretados por aplicativos realizavam o transporte do grupo.

Houve o reforço no efetivo e 9 mil agentes da Polícia Militar e 759 da Civil estiveram espalhados por todas os municípios do Estado. Ao todo, foram mais de 10 mil profissionais das Polícias Civil, Militar, além do Corpo de Bombeiros e da Perícia Forense.

Dentro de um planejamento realizado anteriormente, o  comandante geral da Polícia Militar, coronel Márcio de Oliveira, afirma que os agentes da PM foram deslocados para as cidades para atuarem nas mais diversas formas de policiamento: a pé, em motocicletas e viaturas quatro rodas. No dia 12, a PM já tinha o efetivo nos locais onde atuariam no pleito do dia 15. "Essa ação ostensiva foi suficiente para garantir a lisura do pleito e o pleno exercício de cidadania", informa. 

"Nada é por acaso. O secretário falou que o pleito ocorreu de foram tranquila e o coronel Márcio ratificou esse entendimento e nós corroboramos. Mas foi tranquilo exatamente por conta de um prévio planejamento operacional", destaca Rattacaso. Segundo ele, as inteligências das Polícias trabalharam de forma proativa para prevenir, obstruir, reprimir e neutralizar toda e qualquer ação que pudesse interferir no dia da eleição. "A Polícia Civil conseguiu desenvolver várias operações pré-eleições que resultaram em prisões importantes que poderiam impactar no dia da votação ou de forma violenta, diretamente ligada à segurança pública,  ou na interferência direta na consciência das pessoas para exercer o direito democrático de escolher os seus candidatos", diz. 

( O povo)

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