A Secretaria Municipal da Agricultura e Meio Ambiente e a Ematerce, escritório de Porteiras, estão desenvolvendo um trabalho conjunto, objetivando ampliar as áreas de plantios da cultura de pimentão, no município. Esse trabalho deve-se à tradição de plantio da cultura, pelos agricultores familiares que vêem no pimentão uma boa fonte de renda, diante da facilidade de venda para os comerciantes que negociam o produto na Ceasa do Cariri, em Barbalha e também, nas feiras públicas dos municípios da região.

O município de Porteiras, fica na região do Cariri leste do Ceará, a 560 quilômetros de Fortaleza, em estrada asfaltada. A cidade fica no sopé da Chapada do Araripe sendo que, a região de produção agrícola situa-se, predominantemente, em cima da chapada. O município tem como principal atividade econômica a agropecuária, com destaques para a pecuária bovina e pequenos animais (aves e suínos) e a produção de grãos. Na agricultura, destacam-se a produção de milho e feijão sequeiro e irrigado. Na fruticultura tem a produção de banana, maracujá, mamão e goiaba e, na horticultura são plantadas alface, cebolinha, coentro, pimentão e tomate.

Outra atividade que contribui significativamente para incrementar a renda dos pequenos agricultores familiares da região é a colheita do fruto do piqui, de forma extrativista. Por orientação da Ematerce, do excedente da colheita do pequi, o caroço é congelado, para ser vendido na entre safra, obtendo preços maiores e o consequente aumento da renda das famílias no meio rural. Além da venda do fruto in natura, é tradição a extração do óleo medicinal do pequi, que é vendido a preço de ouro, informa a técnica do escritório regional da Ematerce de Brejo Santo, Fátima Benício.

Na hortaliça, o pimentão das variedades tibério e dara se destaca pelo preço de mercado compensador e a alta procura pelos compradores permissionários da Ceasa-Cariri. Em Porteiras, atualmente, os 10 produtores de pimentões, assistidos pela Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente e pela Ematerce, que têm propriedades com área média de 3 hectares cada e plantam, em média, 1 hectare de pimentão e utilizam a irrigação por gotejamento, estão colhendo, individualmente, 3.300 caixas de 15 quilos, por hectare, por safra de seis meses.

A caixa de pimentão é vendida, atualmente, na propriedade, a R$ 20,00 e aufere ao produtor um lucro bruto de R$ 66.000,00, por hectare, por safra de seis meses. Esses dados refletem a verdade, dependendo da normalidade das condições climáticas e fitossanitárias da cultura, acrescentou o engenheiro agrônomo da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, cedido para compor o quadro técnico da Ematerce, Antônio Monteiro de Morais Júnior. Cada hectare de pimentão ocupa a mão de obra de 5 pessoas, em média, finaliza, Júnior.

A Secretária Municipal da Agricultura e Meio Ambiente de Porteiras, Edjane Romão, afirma que a planta do pimentão começa a produzir após 60 dias do transplantio e termina o seu ciclo seis meses depois, com intervalos entre colheitas de 15 em 15 dias. Os tratos culturais são constantes e requer atenção para o combate às pragas e doenças.

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