Com candidatura firmada pelo Psol, Demontieux Fernandes disputa pela terceira vez a prefeitura de Juazeiro do Norte. Em chapa “pura”, com a presença apenas do partido do candidato, Demontieux tem ao seu lado Fanco Duarte.

“Propusemos uma frente de esquerda para se fortalecer a luta contra os ataques aos trabalhadores e no combate ao facismo que se espalha nos municípios”, diz Demontieux sobre a candidatura. Em 2012, o candidato ficou em terceiro na disputa pela gestão, e na segunda eleição em que se candidatou, em 2016, teve o quinto lugar.

Demontieux Fernandes é jornalista e editor do jornal Folha da Manhã, impresso em Juazeiro do Norte, e fundador do Psol na cidade. Fanco Duarte, seu vice, é também militante do partido desde a criação, com nome ligado à Igreja Católica no que diz respeito às lutas sociais, principalmente no bairro de origem, as Malvas (Juvêncio Santana).

A chapa conta informalmente com o apoio da Unidade Popular (UP) e o RUA, coletivo de lutas populares, e mantém diálogo com o Movimento de Trabalhadores e Trabalhadoras por Direitos (MTD).

Entre as propostas de campanha, o candidato quer extinguir a terceirização que “está hoje atrapalhando e piorando a qualidade da saúde em Juazeiro do Norte”, principalmente no que diz respeito à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Limoeiro e o Hospital São Lucas, segundo o candidato do Psol. Outro projeto de Demontieux é a construção de um hospital de pronto socorro. “A cidade tem 300 mil habitantes e compra serviços da rede privada”, afirma ele sobre a saúde municipal.

Para a educação, Demontieux fala em um projeto “libertador” como preconizava Paulo Freire. O candidato propões “realizar eleições diretas para os núcleos gestores, para libertar as escolas do jugo político”, segundo ele. O projeto de educação em tempo integral também faz parte da campanha, com escolas com mais esporte, cultura e lazer, e reabrir o ginásio municipal que, segundo o candidato, “é um símbolo da escola pública de Juazeiro”. Há também o plano de convocação dos aprovados no Concurso Público de Juazeiro do Norte para a  educação.

Sobre o Concurso e a reivindicação de convocação dos aprovados, fica o compromisso de convocar a medida que os quadros forem abertos, mas que há um impedimento legal que precisa ser resolvido, como explica Demontieux. A ideia do candidato é que, enquanto não se decide na questão legal, as pessoas que passarem no Concurso poderão ocupar as vagas de temporário, que serão renovadas em janeiro de 2021, aguardando a oportunidade a medida em que for permitido dentro do aparato legal a convocação.  “Sempre lutamos para que o serviço publico de Juazeiro melhorasse com a participação de concursados”, afirma Demontieux.

“O grande diferencial da nossa candidatura é que as outras são patrocinadas ou vinculadas a grupos políticos. Não compactuamos com o que eles fazem por uma questão ideológica”, afirma Demontieux. Segundo ele, o Psol propôs aliança de esquerda com PT e PC do B, mas por “falta de sensibilidade e adesão”, como não há outra força de esquerda em Juazeiro, segundo ele, o candidato afirma que resolveram fazer uma chapa pura, integrando apenas Psol. Já o Partido dos Trabalhadores integrou a chapa de Arnon Bezerra (PTB), lançando Gabriel Santana (PT) como vice, e o PC do B teve pré-candidatura própria, com Aurélio Matias.

“A nossa candidatura é totalmente independente, por uma questão ideológica e de princípios, que dialoga diretamente com a sociedade e representa o interesse dos trabalhadores. Nossa campanha é uma política diferente, por uma cidade sem desigualdade, com um serviço público de qualidade e com políticas públicas abertas para a população como um todo, aos invés de favorecer apenas minorias”, conclui Demontieux.

( Badalo) 

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