O Ceará tem dois semestres com características climáticas completamente opostas. Nos primeiros seis meses do ano – especialmente nos bimestres iniciais – o que prevalece é a ocorrência de chuvas. Na segunda metade do ano, a pluviometria sai de cena e passa a prevalecer a ocorrência de queimadas em vegetações.



É entre os meses de setembro a dezembro que se concentra o maior número de focos de incêndios. Neste ano, porém, agosto já causou preocupação. O número de queimadas registradas no mês de agosto superou todo o mês de julho e também ultrapassou a marca dos focos verificados em agosto de 2019, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

O segundo semestre no Ceará aparece uma série de variáveis que potencializam a ocorrência de incêndios florestais, como os baixos índices pluviométricos, baixa umidade relativa do ar, altas temperaturas, maior velocidade dos ventos e vegetação mais seca. Geralmente, o uso do fogo está ligado a atividades de desmatamento e uso alternativo do solo. No meio rural, o uso do fogo está atrelado, principalmente, às atividades ligadas à agricultura, pecuária e extração de mel. No meio urbano, ligada à queima de lixo, especulação imobiliária e crescimento urbano. Ou seja, todos com interferência do homem. A prática do uso do fogo para “limpeza do terreno” é bem comum e pode desencadear incêndios florestais.

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