Você já ouviu falar em Café Sombreado? É um tipo de café cultivado literalmente à sombra da mata – protegido dos raios intensos do sol e fazendo com que o solo permaneça rico em nutrientes. Essa forma de cultivo vem tornando os cafezais da Região do Maciço de Baturité mais produtivos e livres de produtos químicos.

Conforme as informações do Sebrae/CE, o café colhido nessa região é puro, 100% arábica e produzido por pequenos agricultores de forma tradicional e artesanal. A forma sustentável de produzir café no Maciço é capaz de gerar, ao mesmo tempo, preservação ambiental, emprego e renda. Os proprietários ainda conseguem manter tradições e o patrimônio cultural vivos na narrativa dos antigos fazendeiros nas casas igualmente centenárias, no café coado, no jeito de ser dessa gente do interior, cheia de sabedoria e poesia.

Com o objetivo de identificar o potencial da cafeicultura na região do Maciço do Baturité, obter a indicação geográfica e promover essa atividade como um patrimônio histórico, cultural, social e econômico no Ceará, a Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), por meio da Secretaria Executiva do Agronegócio (SAN), estabeleceu com um dos seus planos de ação, “A Restruturação e Agregação de Valor da Cafeicultura no Maciço do Baturité”.

Uma das ações do plano acontecerá nesta quinta-feira (13), às 10 horas, a Live “Resgate e Reconhecimento da Cafeicultura no Maciço de Baturité como Patrimônio Histórico, Social, Cultural, Científico e Econômico”. O secretario Executivo do Agronegócio, Silvio Ribeiro, fará a abertura do encontro virtual, que se repetirá no próximo dia 20 de agosto. Para assistir a Live acesse esse link. “As lives são mais uma ação de divulgação e promoção do agronegócio cearense”, reforça o secretário executivo Sílvio Carlos Ribeiro que já promoveu e participou de diversas lives como as do algodão, do cacau, mel, atum, entre outras.

A primeira Live do café será mediada pela assessora técnica da Sedet, Jeanne Cavalcanti, e terá como palestrantes Lucas Louzada, coordenador do Laboratório de Análise e Pesquisa em Café (LAPC) do Instituto Federal do Espírito Santo; o professor e historiador, sobretudo do Maciço de Baturité, Levi Jucá, e a representante do Sítio São Luís, em Pacoti, que compõe a Rota Verde do Café de Baturité, Laura de Goes.

Segundo Jeanne Cavalcanti, os encontros serão uma oportunidade de mostrar o potencial econômico da atividade no Maciço do Baturité, que este ano completa 198 anos de atividades na ativa. Sobre o plano de ação em andamento na Sedet, Jeanne Cavalcanti explica que o trabalho é “manter a comunicação direta com todos os atores envolvidos de modo que se possa estabelecer as ações necessárias para analisar os potenciais da atividade cafeeira nos municípios do Maciço do Baturité”. Ainda segundo a assessora técnica, esse trabalho culminará em um relatório com as principais informações sobre a atividade, “com dados consistentes para o processo de indicação geográfica”, destaca.

Rota Verde do Café

A Rota Verde do Café é um projeto do Sebrae do Ceará, no Maciço de Baturité, região composta por quatro municípios: Baturité, Mulungu, Guaramiranga e Pacoti. Nove estabelecimentos compõem a Rota: o Museu Ferroviário de Baturité e o Mosteiro dos Jesuítas, em Baturite; os Sítios São Roque, Águas Finas e a Fazenda Floresta, em Guaramiranga; os Sítios São Luís e Nosso Sítio, em Pacoti e o Antiquário Santa Demolição e o Sítio Vale da Biodiversidade, em Mulungu. Todos são abertos a visitação onde é possível observar a cultura e histórias envolvidas na produção do café.

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