Após o Palácio do Planalto divulgar um relatório associando associando a quantidade de mortes e de casos de covid-19 aos nomes de governadores e prefeitos, a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) se manifestou publicamente, ontem (11/08), repudiando a postura do Governo Federal, no que descreveu como promoção de "um confronto federativo".

"O documento preparado pelo Palácio do Planalto e enviado a parlamentares, com nomes de governantes de cidades que mais têm casos de covid-19 tem o objetivo de imputar responsabilidades, evidenciando o ânimo de apontar culpados", se manifestou a FNP, por meio de nota oficial.

A frente defende que, desde o início da pandemia, os gestores locais têm atuado para garantir o cuidado com a saúde dos cidadãos, com a solicitação do apoio da União para distribuição de medicamentos e equipamentos. No entanto, alega que, na contramão das ações a nível estadual e municipal, o Governo Federal "tem se esquivado das responsabilidades".

A postura, segundo o texto da FNP, "além de não promover a harmonia federativa, como previsto Constituição Federal, atrapalha medidas implementadas por prefeitos e governadores para salvar vidas", afirma, ressaltando que ações coordenadas são as mais eficientes para lidar com a doença.

No documento produzido pela Secretaria Especial de Assuntos Federativos (Seaf) usa como base os números da pandemia divulgados pelo Ministério da Saúde no sábado (8/8), quando o Brasil ultrapassou a marca de 100 mil mortos, para vincular os dados a nomes de governadores e prefeitos.

Em um dos tópicos do relatório, o governo apresenta o "top 5" de estados que mais registraram casos novos naquele dia. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), aparece em primeiro, com 13.352 novos diagnósticos da covid-19. Na sequência, estão os governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), com 4.569; da Bahia, Rui Costa (PT), com 3.509; de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 3.400; e de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), com 3.167.

Em outro trecho do relatório, há um top 5 dos estados que tiveram mais mortes e o 5 primeiros municípios com mais casos confirmados no país. Neste ranking, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), é o primeiro, com 213.507 ocorrências. Brasília aparece na sequência, com 121.824, mas o documento não incluiu o nome do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), no documento.

Desde o início da pandemia, o presidente Bolsonaro tem criticado os chefes estaduais e municipais por não concordar com as medidas de isolamento social adotadas pelos gestores locais. Em nota enviada à imprensa, a Seaf disse apenas que o documento tem "o objetivo de monitorar a disseminação da Covid-19 nos Entes Federativos para auxiliar na articulação do governo federal".

Com informações portal Correio Braziliense

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