No dia 1º de outubro ocorrerá o processo de votação para escolha do novo presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-CE). Na mesma data, também será definido o presidente do Confea e o diretor-geral e diretor-administrativo da Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea-CE. Devido à pandemia do novo coronavírus, a data da votação sofreu duas alterações.




Neste pleito, dois nomes disputam a presidência: Nadja Dutra e Emanuel Mota. Nadja Dutra é professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), com doutorado em Engenharia de Produção, mestrado em Transportes e graduação em Engenharia Civil. Atualmente, atua na área de logística urbana e mobilidade. Emanuel Mota foi eleito presidente, em 2017, para a atual gestão. Ele é engenheiro civil, pós-graduando em Gestão de Negócios pela Faculdade Dom Cabral (FDC) e MBA em Gestão de Engenharia de Custos pelo Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos (IBEC).

PROPOSTAS

Nadja Dutra

Na disputa, pela primeira vez, a professora Nadja Dutra defende renovar as práticas de gestão do Crea-CE e trabalhar para melhorar a fiscalização. Além disso, a candidata destaca o desejo de colocar a entidade à serviço dos profissionais e dos cearenses. “Me sinto honrada, pois é a primeira vez que uma mulher concorre ao cargo aqui. A responsabilidade é grande, mas me sinto preparada para os desafios da gestão. Minha formação, as atividades que já desenvolvi no Crea-CE, a experiência que adquiri na coordenação de atividades de extensão na UFC e minha rede de relacionamento são ferramentas importantes para fazer uma gestão transformadora/diferenciada, participativa, com transparência, e muito trabalho”. “Também, recebemos várias sugestões e demandas. Vamos trabalhar bastante para honrar esta confiança, e vamos atender às expectativas dos profissionais”, acrescenta. A candidata Nadja Dutra elaborou um plano com 66 propostas. Entre elas:

• Melhorar o desempenho das atividades no CREA-CE, principalmente, no atendimento aos profissionais e público, com gestão descentralizada, com transparência administrativa e financeira (com divulgação das despesas realizadas pelo CREA-CE, especialmente com a contratação de assessores);

• Atuar junto ao Confea para redução das taxas (ART e anuidades);

• Aumentar a participação das engenheiras no CREA-CE;

• Elaborar projeto de lei estadual, em parceria com o Senge-CE, estabelecendo o piso salarial para os engenheiros/agrônomos, no valor de R$ 4.500,00 (jornada de 4 h/dia); R$ 6.300,00 (jornada de 6 h/dia), e R$ 9.000,00 (jornada de 8 h/dia), reajustado anualmente pelo INPC;

• Interagir com os outros CREA’s do Nordeste para debater e propor soluções para assuntos de interesse mútuo, tais como: acessibilidade e mobilidade, transposição, transporte ferroviário, saneamento, planejamento das cidades, resíduos sólidos, entre outros.

Emanuel Mota

Emanuel Mota disputa seu segundo mandato e defende que quer continuar com a promoção da modernidade, interação e valorização profissional. O engenheiro destaca, que nesta atual gestão, foi feita uma verdadeira revolução ao lançar o regional a outro patamar, o que tornou modelo de gestão e espelho para implementação de procedimentos para valorização profissional e divisão da engenharia em agronomia e geociências.
“Estamos à disposição dos profissionais, com ideias de continuar as mudanças que começamos em 2017 e implementamos ao longo desses dois anos. Agora é dar continuidade, com valorização profissional, incentivo de capacitação com ofertas de cursos de capacitação para os profissionais se atualizarem e se realocarem no mercado de trabalho, piso salarial para engenheiros e demais categorias, além de igualar as profissões abrangidas pelo sistema Concrea”. Emanuel também pretende gerar mercado de trabalho para os profissionais com objetivo de inibir a atuação de leigos, e ampliar as fiscalizações com inteligência artificial.

• Utilizar inteligência artificial, para análise de dados em massa nos diversos serviços oferecidos pelo Crea-CE;

• Digitalizar todo o acervo de documentos para facilitar o acesso e dar maior segurança e rapidez aos profissionais usuários;

• Ampliar as operações de fiscalização, utilizando inteligência estratégica para atingir todas as modalidades profissionais;

• Criar de escritório modelo com equipamentos e softwares modernos, para uso dos profissionais, facilitando assim o trabalho diário.

“Também traremos uma nova proposta de valor para o Crea, que é gerar um sentimento de pertencimento aos profissionais, considerando seus anseios e angústias, trazendo para a sociedade, a segurança de que os serviços de Engenharia, Agronomia e Geociências estão sob constante monitoramento”, disse.

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