Na primeira quinzena de agosto, os estados que tiveram aumentos mais expressivos de casos do novo coronavírus foram o Rio de Janeiro (41,6% de crescimento em duas semanas), o Pará (32%) e o Rio Grande do Sul (23,3%). No geral, entretanto, o cenário pode ser considerado positivo, já que apenas seis unidades da federação tiveram uma piora no registro de novos infectados – os outros três são Mato Grosso do Sul, Paraná e Goiás. Nove estados registraram queda, enquanto os demais apresentaram situação estável no período.

As comparações foram feitas por VEJA com base na média móvel, indicador que leva em conta a média dos casos registrados a cada bloco de sete dias. O levantamento considera que houve aumento ou queda somente quando o percentual de variação for superior a 15%, segundo o critério adotado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) – abaixo disso, o cenário é classificado como estável, mesmo que haja queda nos casos.

Entre os estados que tiveram alta de novos registros nos últimos dias, chama a atenção o Rio de Janeiro, que vinha experimentando um período de estabilidade no registro de novos contaminados. Especialistas consideram que a alta seja um reflexo direto da maior circulação de pessoas na região metropolitana do Rio, foco da pandemia no estado, iniciada há algumas semanas em razão da flexibilização da quarentena. Nesta semana, os pontos turísticos da capital fluminense voltaram a abrir e bares ficaram novamente lotados.

Os estados com maiores recuos no número de novos infectados nas últimas duas semanas foram Sergipe (-55,5%), Rio Grande do Norte (-48,8%) e Ceará (-37,4%) – este último chegou a ser um dos epicentros da doença no país, mas tem conseguido reverter a situação nos últimos dias. 


Mortes


Em relação às mortes causadas pela Covid-19, o cenário é parecido com o de casos: apenas seis estados tiveram aumento na média móvel de óbitos, mas alguns tiveram alta expressiva, como o Amazonas, que lidera a lista com 88,3% de avanço em duas semanas – o estado, que já chegou a ser um dos que mais preocuparam o país, experimentava uma reação há vários dias e caminhava para uma situação de estabilização. Na sequência, aparecem Santa Catarina (31,3%) e Minas Gerais (28,8%). Também tiveram alta o Tocantins (22,9%), o Mato Grosso do Sul (18,4%) e a Bahia (16,2%). 

Doze estados tiveram redução no número de mortes no período. As quedas mais expressivas ocorreram no Acre (-71,2%), Rio Grande do Norte (-53,6%) e Roraima (-47,4%). Em nove unidades da federação, o número de óbitos ficou estável nos últimos quinze dias.

Veja 

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