O Hospital Santo Antônio suspendeu as cirurgias eletivas, com o intuito de economizar os medicamentos anestésicos, dando prioridade ao tratamento da Covid-19. Eles estão sem ter onde comprar tanto os anestésicos, como os sedativos. O estoque atual só durará mais uma semana, de acordo com a assessoria do Hospital.

FOTO > Wesley Lima
Com a alta demanda de internações dos pacientes com sintomas graves, os sedativos e bloqueadores musculares, que são medicações que servem como complementar no tratamento da Covid-19 para melhor adaptar os enfermos, estão sendo insuficientes para dar de conta da alta demanda.
No Hospital, dos 20 leitos de UTI que recebem pacientes com Covid-19, 11 estão ocupados. George Severo, médico cirurgião geral e diretor técnico do Hospital Santo Antônio, acredita que em uma semana, utilizando doses padrões, o estoque de sedativos e bloqueadores musculares será zerado.
“A situação tem nos obrigados a fazer alternativas com associações de outras medicações para manter o cuidado adequado com o paciente, mas nós estamos procurando os fornecedores para normalizar a situação das medicações”, disse o médico.
Além de ser usado em pacientes infectados pelo novo coronavírus, os medicamentos também são utilizados em cirurgias que demandam anestesia geral, por exemplo. “Por sermos referência em neurocirurgia na região, a demanda dessas medicações para esses tipos de cirurgia também são altas”, destacou o profissional.
Hoje, o Cariri está no pico da pandemia pelo novo coronavírus. Em plena curva de ascensão, Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, já somam quase 7.600 casos e 182 óbitos. Os princípios ativo desses medicamentos geralmente são importados da China e da Índia e o Brasil está com dificuldades para recebe-los.
As cirurgias eletivas são aquelas que podem ser remarcadas por não serem de extrema urgência e emergência, diferente das intubações dos pacientes Covid na UTI. Em ambas situações os médicos precisa de anestésicos e medicamentos sedativos.
Badalo