Uma
iniciativa da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), do
Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com o Conselho
Federal de Administração, poderá solucionar casos de empresas que perdem
os donos ou administradores durante operações contra o crime organizado
e a lavagem de dinheiro, ou que devem ser leiloadas para cobrir danos e
perdas decorrentes de atividades ilícitas.

Com o objetivo de manter a saúde econômica e
administrativa de negócios afetados pela prisão de funcionários-chave, a
parceria criará um banco de dados, com nomes de pessoas capazes de
cumprir as funções necessárias para manter todas as atividades dos
negócios afetados em situação regular. Isso significa que, mesmo sem um
diretor, presidente ou gerente, a empresa conseguirá manter o
trabalho e, consequentemente, o valor de mercado até ser leiloada, caso
seja determinado.
"Essa parceria com o Conselho Federal de
Administração vai possibilitar que a Senad auxilie o Poder Judiciário
com profissionais de conhecimento técnico especializado para fazer a
gestão eficiente das empresas confiscadas das organizações criminosas,
mantendo com isso os empregos e a sua atividade econômica". Além
disso, permitirá a "futura alienação judicial dessas empresas com
competitividade e valor de mercado", disse Luiz Roberto Beggiora,
secretário nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça.
Segundo nota divulgada pela pasta, os
administradores cadastrados nesse banco de currículos poderão ser
acionados para contribuir com a manutenção do valor econômico do
patrimônio da empresa e a geração de recursos para a União. Em casos
onde a empresa é usada como fachada para o tráfico de drogas, as
receitas geradas pela atividade econômica do empreendimento serão
redirecionadas para o Fundo Nacional Antidrogas (Funad), e usadas em
políticas públicas de combate às drogas.