O Ministério da Saúde divulgou ontem (11) as novas diretrizes para
orientar a definição de medidas de distanciamento social. As propostas,
batizadas em torno do que foi chamado de “plano de gestão de risco”,
servem como um guia de análise da situação de cada estado ou cidade para
definir as medidas de distanciamento social e estratégias
complementares. Serão avaliados quatro eixos: a capacidade instalada de
tratamento, o nível epidemiológico, a velocidade de crescimento e as
condições de mobilidade urbana. Na capacidade instalada, estarão
aspectos como quantidade e taxa de ocupação de leitos. Os detalhes sobre
os eixos não foram divulgados. O ministro da Saúde, Nelson Teich,
afirmou que os critérios serão apresentados de forma completa na
quarta-feira, quando a versão final deverá ser anunciada.
Cada grupo possui indicadores que geram uma pontuação, que começa de 0 e pode chegar a 20 pontos no caso de um dos eixos. Com isso, são avaliados os níveis de risco, de muito baixos a muito altos. A partir dessa classificação de riscos são indicados tipos de distanciamento social: seletivo I e II, ampliado I e II e restrição máxima. Além da avaliação quantitativa, o plano traz mecanismos para realizar também uma outra de caráter qualitativa. Ela serve para que os eixos sejam considerados mesmo quando as informações disponíveis não permitam uma verificação exata da análise quantitativa.
“Não é uma política de isolamento nem de flexibilização. É análise de cada local e a partir delas definimos as ações que consideramos ideais. Isso é diretriz. As decisões cabem aos estados e municípios. O que o MS faz é disponibilizar uma linha de avaliação adequada. Vai estar sempre disponível pra discutir com qualquer secretário estadual ou municipal para ajudar na interpretação da ferramenta e vamos trabalhar junto”, declarou o ministro Nelson Teich. De acordo com o ministro, esse tipo de ferramenta já está sendo adotada em outros lugares. Ele citou como exemplo o Rio Grande do Sul.
Estados
Em entrevista no Palácio do Planalto, o ministro da Saúde, Nelson Teich, afirmou que o trabalho foi feito em parceria com os secretários estaduais e municipais de saúde. Segundo ele, as autoridades locais cobraram em reunião na semana passada essas orientações. Uma nova versão, definitiva, será apresentada na quarta-feira após uma nova rodada de conversas com estados e município. O titular da pasta ressaltou que nas reuniões entre o governo e secretários teria havido uma pacificação sobre a proposta. Ele se disse surpreso de questionamentos de secretários estaduais manifestados em reportagens na imprensa publicada ontem.
Transplantes
Com 45.636 pessoas na lista de espera por transplantes de órgãos no país, a pandemia do novo coronavírus já tem reflexos para quem precisa receber um órgão saudável. Desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou pandemia de covid-19, em março deste ano, os transplantes de rim, que representam 66.89% da lista, foram os que registraram maior queda. Este ano foram 477 – 33 a menos que no mesmo período do ano passado. Para transplantes de coração, o número de procedimentos realizados no mês de março caiu para 25 – em 2019 haviam sido 37.
Segundo o Ministério da Saúde (MS), vários critérios estão sendo levados em consideração para adiar cirurgias desse tipo. Um deles é a condição dos pacientes. Os mais estáveis, que toleram aguardar a melhora da situação de pandemia, estão com cirurgias postergadas. Também tem contribuído para a diminuição de transplantes o medo dos pacientes de passar por procedimento cirúrgico neste período. Outro fator importante é a cautela das equipes na avaliação de risco e benefício para cada paciente. Há, principalmente, risco de contaminação do paciente e dos médicos e colaboradores, o que pode levar a um desfecho desfavorável do procedimento cirúrgico pela possibilidade de internação prolongada.
“Deve ser observado que o sistema imunológico do paciente é bloqueado pelas medicações necessárias no transplante, impedindo que o corpo combata ativamente e eficazmente uma possível infeção. Outra condição desfavorável é a necessidade de visitas frequentes à unidade hospitalar após a realização do transplante”, esclarece nota do Ministério da Saúde.
Doadores
No mês passado, Ministério da Saúde e Anvisa emitiram nota técnica direcionada aos estados e municípios em que consta a recomendação de não realizar transplantes de órgãos retirados de pessoas que morreram em decorrência de covid-19. No caso de transplantes de órgão sólidos, a nota traz recomendações de segurança para o procedimento. O protocolo cita cuidados que vão desde a triagem de doadores e receptores, uso do Equipamento de Proteção Individual (EPI), ao acompanhamento do paciente transplantado e, principalmente, a medicação imunossupressora a ser usadas.
Agência Brasil)
Cada grupo possui indicadores que geram uma pontuação, que começa de 0 e pode chegar a 20 pontos no caso de um dos eixos. Com isso, são avaliados os níveis de risco, de muito baixos a muito altos. A partir dessa classificação de riscos são indicados tipos de distanciamento social: seletivo I e II, ampliado I e II e restrição máxima. Além da avaliação quantitativa, o plano traz mecanismos para realizar também uma outra de caráter qualitativa. Ela serve para que os eixos sejam considerados mesmo quando as informações disponíveis não permitam uma verificação exata da análise quantitativa.
“Não é uma política de isolamento nem de flexibilização. É análise de cada local e a partir delas definimos as ações que consideramos ideais. Isso é diretriz. As decisões cabem aos estados e municípios. O que o MS faz é disponibilizar uma linha de avaliação adequada. Vai estar sempre disponível pra discutir com qualquer secretário estadual ou municipal para ajudar na interpretação da ferramenta e vamos trabalhar junto”, declarou o ministro Nelson Teich. De acordo com o ministro, esse tipo de ferramenta já está sendo adotada em outros lugares. Ele citou como exemplo o Rio Grande do Sul.
Estados
Em entrevista no Palácio do Planalto, o ministro da Saúde, Nelson Teich, afirmou que o trabalho foi feito em parceria com os secretários estaduais e municipais de saúde. Segundo ele, as autoridades locais cobraram em reunião na semana passada essas orientações. Uma nova versão, definitiva, será apresentada na quarta-feira após uma nova rodada de conversas com estados e município. O titular da pasta ressaltou que nas reuniões entre o governo e secretários teria havido uma pacificação sobre a proposta. Ele se disse surpreso de questionamentos de secretários estaduais manifestados em reportagens na imprensa publicada ontem.
Transplantes
Com 45.636 pessoas na lista de espera por transplantes de órgãos no país, a pandemia do novo coronavírus já tem reflexos para quem precisa receber um órgão saudável. Desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou pandemia de covid-19, em março deste ano, os transplantes de rim, que representam 66.89% da lista, foram os que registraram maior queda. Este ano foram 477 – 33 a menos que no mesmo período do ano passado. Para transplantes de coração, o número de procedimentos realizados no mês de março caiu para 25 – em 2019 haviam sido 37.
Segundo o Ministério da Saúde (MS), vários critérios estão sendo levados em consideração para adiar cirurgias desse tipo. Um deles é a condição dos pacientes. Os mais estáveis, que toleram aguardar a melhora da situação de pandemia, estão com cirurgias postergadas. Também tem contribuído para a diminuição de transplantes o medo dos pacientes de passar por procedimento cirúrgico neste período. Outro fator importante é a cautela das equipes na avaliação de risco e benefício para cada paciente. Há, principalmente, risco de contaminação do paciente e dos médicos e colaboradores, o que pode levar a um desfecho desfavorável do procedimento cirúrgico pela possibilidade de internação prolongada.
“Deve ser observado que o sistema imunológico do paciente é bloqueado pelas medicações necessárias no transplante, impedindo que o corpo combata ativamente e eficazmente uma possível infeção. Outra condição desfavorável é a necessidade de visitas frequentes à unidade hospitalar após a realização do transplante”, esclarece nota do Ministério da Saúde.
Doadores
No mês passado, Ministério da Saúde e Anvisa emitiram nota técnica direcionada aos estados e municípios em que consta a recomendação de não realizar transplantes de órgãos retirados de pessoas que morreram em decorrência de covid-19. No caso de transplantes de órgão sólidos, a nota traz recomendações de segurança para o procedimento. O protocolo cita cuidados que vão desde a triagem de doadores e receptores, uso do Equipamento de Proteção Individual (EPI), ao acompanhamento do paciente transplantado e, principalmente, a medicação imunossupressora a ser usadas.
Agência Brasil)
