Antes de ser diagnosticado com o novo
coronavírus, Bernardo havia passado por quatro internações, decorrentes
de problemas cardiorrespiratórios.
O bebê Francisco Bernardo Cid Lopes,
nascido prematuro de 27 semanas, recebeu alta da Clínica Pediátrica do
Hospital Regional Norte (HRN) após se recuperar do coronavírus na última
semana. A saída de Bernardo foi celebrada com aplausos pela equipe do
hospital e o pequeno foi levado para casa nos braços da mãe, a dona de
casa Luiza Luana Furtado Cid Lopes, 32, com uma placa que trazia a frase
“sou prematuro extremo e venci a Covid-19".
Luana conta que morava com a família no
Rio de Janeiro, mas decidiu se mudar para Hidrolândia, município
cearense distante 118 km de Sobral, para se aproximar dos parentes mais
distantes. Antes de ser diagnosticado com o novo coronavírus, Bernardo
havia passado por quatro internações, decorrentes de problemas
cardiorrespiratórios. Ele foi hospitalizado novamente no dia 30 de
abril, com a Covid-19, e recebeu na última terça-feira, 12 de maio.
"Muito complicado ver meu filho
hospitalizado porque ele já foi internado algumas outras vezes e a gente
fica apreensiva, angustiada. Na mentalidade de uma mãe, o medo é que
seu filho não sobreviva. Tomei um susto, mas agradeço porque ele recebeu
um bom atendimento”, conta a Luana Cid, mãe de Bernardo.
Prevenção
Estudos iniciais mostram que crianças
com comorbidades cardiorrespiratórias estão mais suscetíveis a
complicações decorrentes da Covid-19, segundo afirma a médica pediatra
do HRN, Thais Saldanha. Dessa forma, os casos suspeitos da doença devem
ser encaminhados para uma unidade hospitalar, em caso de agravamento dos
sintomas. Entre eles, a médica destaca a dificuldade para respirar ou
sinais de desidratação, como diminuição da diurese, recusa de líquidos,
irritabilidade e sonolência excessiva.
De acordo com Thais, o distanciamento
social é fundamental para reduzir o risco de contaminação das crianças.
"O mais importante é respeitar a medida, evitando não só o contato
direto das crianças com outras pessoas, mais também de seus cuidadores.
Em caso de extrema necessidade de sair do domicílio para consultas
médicas, por exemplo, crianças maiores de dois anos também devem usar
máscara e seguir todas as recomendações de higiene preconizadas pelo
Ministério da Saúde", completa.
(O Povo)
