Juazeirense produz e doa máscaras para profissionais da saúde no município
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personBlog do Amaury Alencar
março 25, 2020
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Um juazeirense tem feito a diferença
diante da situação pandêmica do Covid-19. Jorge Bandeira, 36 anos, que
trabalha com modelagem e impressão 3D, está produzindo máscaras para
doar à Secretaria de Saúde de Juazeiro do Norte e ao Hospital Regional
do Cariri (HRC), referência no atendimento a casos suspeitos do
coronavírus no Sul do estado. As máscaras são produzidas por ele em
folha de acetato, que cobre todo o rosto, e impressas em 3D, para
utilização dos profissionais da saúde.
Na Itália, o equipamento mostrou eficiência ao evitar que estes
profissionais tocassem a própria face e ao proteger do contágio por
saliva, via tosse ou espirro de pacientes infectados. Outra vantagem dos
escudos faciais (face shields) é a reutilização. Podem ser lavados com
água e sabão ou álcool em gel.
Segundo Jorge, a produção dobrou essa semana, mas ainda é lenta. São
dez por dia.
Cada uma poderia custar cerca de 30 reais, se ele fosse
cobrar. “Primeiro, estou imprimindo as estruturas das máscaras para
depois fazer um único corte dos acetatos. Minha esposa está me ajudando.
Não cobraremos nada. Não é hora para se aproveitar da situação.
Precisamos nos ajudar mutuamente”, diz. Estrutura das máscaras, impressa em 3D. Imagem: Arquivo Pessoal
O Prefeito de Juazeiro do Norte, Arnon Bezerra, veio a público
agradecer a iniciativa do rapaz. “Parabenizamos pelo trabalho alicerçado
na empatia, cuidado e respeito ao próximo. Agradecemos por unir forças
com o poder público na luta contra o novo coronavírus”, destaca.
“Outra arma poderosa é a tecnologia e ela não para de avançar”,
ressalta o Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação,
Michel Araújo.
Ele também afirma que o Ecossistema Regional de
Inovação, o Kariri Valley, está se articulando para impulsionar a
produção de face shields. A expectativa é de que a UFCA e o IFCE
viabilizem mais máquinas e treinamento de pessoal para operá-las. “Vamos
vencer essa batalha”, pontua Michel.