
A perspectiva é que o encontro tenha o papel da analisar, avaliar resultados e medidas que oficialmente foram sugeridas, acordadas pelas instituições que apresentaram como compromissos de oferecer políticas públicas de forma resolutiva. Com o evento pretende se avaliar os indicadores, as ações do governo estadual, os municípios atingidos e o que tem feito a União na implantação do Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca – PAM – Brasil.
A degradação das terras é um problema
de escala mundial, porém nas regiões secas do globo, este processo
assume algumas especificidades, as quais são resultantes de fatores de
ordem natural, como os irregulares e limitados índices pluviométricos e,
de atividades humanas, como o desmatamento e a erosão dos solos. Essa
prática predatória tem levado ao aparecimento na região de muitas áreas
com sérios problemas de conservação dos recursos naturais, algumas delas
irreversíveis a curto e médio prazo, caracterizando um fenômeno
complexo e multifacetado chamado desertificação.
A Convenção das Nações Unidas para o Combate e à
Desertificação (UNCCD) define a desertificação como: a degradação de
terras em regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas resultante de
vários fatores, incluindo variações climáticas e atividades humanas”. No
Semiárido Brasileiro, essas áreas são, ao mesmo tempo, reflexo e
condicionante do processo de degradação humana dos sertanejos, pela
falta de uma política eficiente para enfrentamento dos problemas
regionais que são além de naturais, sócio-políticos e econômicos
(DANTAS et al., 2006).
Diante desse contexto, se faz
necessário e urgente o debate sobre estudos e iniciativas de combate ao
fenômeno da desertificação no Semiárido Brasileiro e, em especial, no
semiárido cearense a partir de uma articulação entre agentes e
conhecimentos da academia e da sociedade civil a fim de fortalecer
políticas públicas de educação, fiscalização, recuperação de áreas
degradadas nos diferentes núcleos e estágios de degradação das terras do
Estado do Ceará.
A realização do II Encontro de Iniciativas e Estudos de Combate à Desertificação (EICD) visa
discutir os desafios da problemática, as condições de enfrentamento e
as alternativas sustentáveis de conivência com esse fenômeno, que
compromete o presente e o futuro cearense. O II EICD no Ceará é uma
articulação e envolvimento dos comitês de bacias, organismo de bacia
(Cogerh), instituições de estudo, pesquisa e extensão envolvidas IFCE
(Iguatu e Quixadá), UFC de Quixadá, Faculdade Cisne, Funceme, e
organizações da sociedade civil com vista a estabelecer compromissos com
a agenda ambiental enquanto política pública, para o semiárido, para
fins de mitigar os efeitos da desertificação de algumas áreas do
território cearense.
O evento ocorre após uma década do
lançamento do Programa de Ação Estadual de Combate à Desertificação e
Mitigação dos Efeitos da Seca- PAE-CE, lançado em 2010, bem como, da
realização da Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e
Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (ICID 2010), ocorrida de 16 a
20/08/2010 em Fortaleza e após 18 anos da ICID realizada em 1992.
Portanto, a cidade de Quixadá será
palco desse importante evento, no momento de crise hídrica no Estado,
com baixa precipitação nas áreas do semiárido, baixo volume nos
reservatórios provocando problemas de abastecimentos das populações do
semiárido cearense sobretudo das áreas urbanas, e ainda a
sustentabilidade socioeconômica dessas populações.
COGERH
Sertão Alerta