A Caixa Econômica
Federal reforçou, em R$ 33 bilhões, as linhas de crédito para enfrentar a
crise provocada pelo coronavírus. O dinheiro se somará aos R$ 78
bilhões anunciados na semana passada, o que totalizará R$ 111 bilhões em
recursos injetados.
Os R$ 33 bilhões adicionais serão destinados
a linhas de capital de giro para empresas, que ganharam reforço de R$
20 bilhões; para a compra de carteiras (R$ 10 bilhões); para o crédito a
Santas Casas (R$ 2 bilhões) e para o crédito agrícola (R$ 1 bilhão).
A Caixa também cortou as taxas de juros do
cheque especial para pessoa física, do parcelamento da fatura do cartão
de crédito, de capital de giro, de empréstimos para hospitais, para o
Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e para o penhor. Os juros reduzidos
entrarão em vigor em 1º de abril para o cheque especial e o cartão de
crédito. Para os demais produtos, as taxas já estão em vigor.
Os juros do cheque especial passaram de
4,95% para 2,90% ao mês. As taxas do parcelamento da fatura do cartão
caíram de 7,7% ao mês (em média) para juros a partir de 2,90% ao mês.
Para o capital de giro, as taxas máximas passaram de 2,76% para 1,51% ao
mês. As taxas do CDC caíram de 2,29% para 2,17% ao mês. Os juros do
penhor foram cortados de 2,1% para 1,99% ao mês. Nas linhas de crédito
para hospitais, as taxas passaram de 0,96% para 0,8% ao mês.
O período em que o cliente pode ficar sem
pagar as parcelas passou de 60 para 90 dias. A medida abrange o crédito a
pessoas físicas, a pessoas jurídicas, a hospitais e o crédito
habitacional para pessoas físicas e empresas.
Estados e municípios
O banco reforçou o volume de empréstimos
para estados e municípios. A medida abrange os financiamentos com
recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o
Financiamento à Infraestrutura e Saneamento Ambiental (Finisa). De 2 a 17 de março,
a Caixa empestou R$ 3,35 bilhões a governos locais, em 246 operações
com 195 tomadores. Ainda estão em estudo outras 324 operações, no total
de R$ 1,81 bilhão.
Conforme a Medida Provisória 927, o banco
suspendeu o recolhimento do FGTS pelos empregadores em março, abril e
maio. Quem não recolher pode parcelar o valor em até seis vezes, tendo o
certificado de regularidade do FGTS prorrogado por 90 dias. O
empregador que precisar suspender o pagamento precisará declarar as
informações dos trabalhadores no aplicativo Sefip.
Micro e pequenas empresas
A Caixa anunciou uma linha de capital de
giro para manutenção da folha de pagamento das micro e pequenas
empresas. O valor não foi divulgado. O banco firmou parcerias para
ampliação de linhas de crédito e para o suporte a pequenos negócios por
meio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas
(Sebrae). A antecipação de recebíveis, quando o comerciante recebe
adiantado o valor de compras com cartão de crédito, terá taxas reduzidas.