
Segundo informações preliminares, houve um suposto excesso no uso de dinamites que seriam utilizadas para demolir parte de um pequeno morro na localidade, a fim de efetuarem uma terraplanagem no local do empreendimento. No local não foram identificados nenhum dos responsáveis pela explosão.
De acordo com
o sargento Aires Alexandre, da Polícia Militar Ambiental, os agentes
foram acionados pelos moradores para a ocorrência de abalos na região.
Chegando ao local, vestígios de dinamites foram encontrados na área.
“Usaram de maneira excessiva, o que causou esse impacto que foi
praticamente sentido em toda a cidade”, relatou.
Após ser
feita uma varredura na área, homens do Corpo de Bombeiros informaram ter
encontrado estilhaços de pedras e cheiro de materiais queimados.
“Fizemos buscas no local para tentar encontrar alguém que estivesse
ferido, mas nada foi achado, além de alguns maquinários. Devemos
retornar nesta terça-feira para ver que tipo de atividade está sendo
feita aqui para decidirmos outras medidas podem ser tomadas”, informou o
capitão Artur Graça.
O Corpo de
Bombeiros alerta que, para haver exploração de rochas, a empresa precisa
de, no mínimo, uma licença ambiental e de uma autorização do Exército
Brasileiro para o uso de explosivos.
Obras interditadas
Na manhã desta terça-feira (10), a Polícia Federal esteve no local das obras do loteamento nas imediações da Colina do Horto. Segundo informam os agentes no local, foram identificado sinais de uso de dinamites de grande porte na explosão. A PF notificou a empresa responsável pelas obras e interditou o local, impedindo que os trabalhos de terraplanagem fossem prosseguidos.Cláudio Luz, agente da Polícia Federal, esteve no local junto a demais entidades do município e do Estado, e relatou o que foi constatado pela perícia.
“A designação de agentes e peritos criminais federais, em razão da explosão de ontem (9), é em relação a crimes ambientais ou crimes relacionados a explosivos. Não vimos ninguém da empresa responsável pelas obras, ninguém responsável pela atividade com os explosivos se apresentou aqui. Já foi visto que a autorização da SEMACE está vencida, portanto a principio o empreendimento não tem autorização de funcionamento”, afirma o agente federal.
Segundo Luz, foi constado que há indícios de buracos cavados para utilização de explosivos, bem como foi constatada utilização destes por meio do forte cheiro no local e de restos de cordão detonador, além de informações de populares do que aconteceu no local na noite desta segunda (9).
“Haviam indícios de pequenas explosões para quebrar as pedras do local, havendo evidencias graves de crime ambiental, já que o Horto é uma zona de preservação, no caso uma APA [Área de Preservação Permanente]”, conclui.
A Autarquia Municipal de Meio Ambiente (Amaju) irá verificar também as licenças ambientais já emitidas, para buscar indícios de irregularidades e quais motivações da empresa não ter renovado sua licença.
badalo