O Ceará investiu R$ 2,3 bilhões no ano
passado. Isso corresponde a 10,6% de toda a Receita Corrente Líquida
(RCL). Um valor 20% menor que o contabilizado no ano anterior, quando
chegou a R$ 2,9 bilhões e 15,2% do somatório dos ganhos tributários.
Mesmo assim, o Estado deve se garantir no topo da lista de maior
investidor público do País proporcionalmente à RCL. Segundo a secretária
da Fazenda do Estado, Fernanda Pacobahyba, 24 unidades federativas já
enviaram o balanço oficial à Secretaria do Tesouro Nacional
(Sincofi/STN) até a última sexta-feira, 31.
"O que vimos até então é que continuamos em primeiro
lugar. Aguardamos outras três publicarem hoje (ontem), mas, muito
provavelmente, a liderança foi mantida. O governador já anunciou na
Assembleia Legislativa (AL)", disse, durante almoço com líderes
empresariais, na Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará
(FCDL-CE), no Centro.
Sobre o declínio, ela destacou que o primeiro ano de
gestão é de restrição, focado nos ajustes e grandes questões para
melhorar e planejar os três seguintes. Outro ponto, explicou, foi a
transição do Governo Federal e um ambiente de incertezas
macroeconômicas. Para este ano, o Ceará "vai brigar para ser primeiro
novamente" e ultrapassar o patamar de R$ 2 bilhões. As principais áreas
foram infraestrutura, educação e saúde.
Durante solenidade de retomada dos trabalhos na AL, na
manhã de ontem, o governador Camilo Santana (PT) frisou a prioridade na
agenda econômica. "Garantir a capacidade financeira do Estado é algo
prioritário neste momento de incertezas da economia brasileira e
dificuldades dos estados brasileiros. Isso é peça fundamental para que
as outras ações possam acontecer", discursou, destacando dar
continuidade aos projetos neste ano.
Já no almoço, dentre outras demandas, representantes
das CDLs cobraram simplificação dos tributos e pediram a reavaliação da
Instrução Normativa da Sefaz (Nº 79, de 18/11/2019). A regra prevê a
autorregularização sobre diferenças de Imposto sobre Operações relativas
à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de
Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS).
Segundo lojistas, as multas têm "sacrificado" microempresas (ME) e
Empresas de Pequeno Porte (EPP) enquadradas no Simples Nacional.
Fernanda disse que vai avaliar pontualmente alguns
casos e prometeu ajustar algumas questões. De acordo com ela, 18 mil
contribuintes foram chamados em 2019. A meta é fazer ainda um
"pente-fino" em 2020 para evitar sonegação.
Assis Cavalcante, presidente da CDL de Fortaleza,
lembrou-se ainda da importância da reforma tributária e destacou que a
entidade está disponível para debater sobre os desafios e soluções sobre
a pauta. Já o presidente FCDL, Freitas Cordeiro, destacou que houve
avanços nos aspecto de modernização, mas ainda há necessidade de
intensificar a comunicação com a Sefaz.
o Povo
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