A atriz Regina Duarte disse "sim" para o
presidente Jair Bolsonaro ontem e aceitou assumir a Secretaria Especial
de Cultura, após se reunir com o presidente no Palácio do Planalto. O
anúncio foi feito pela própria Regina, a jornalistas, após o encontro.
"Sim, mas agora vão ocorrer os proclamas antes do
casamento", disse Regina ao ser questionada se aceitou assumir a
Secretaria. O edital de proclamas é um documento que o cartório emite
quando os noivos dão entrada no casamento civil.
Pouco antes, ao chegar ao Palácio da Alvorada,
Bolsonaro também mencionou o trâmite para falar sobre a situação de
Regina Duarte no governo. "Estamos na fase dos proclamas", disse
Bolsonaro no fim da tarde, ao chegar ao Palácio do Alvorada, residência
oficial do presidente. "Está tudo certo, está caminhando. Ela está
acertando as questões pessoais dela", afirmou. Desde o convite, a atriz
falava que estava em fase de "noivado" com o presidente.
Regina vai ocupar a vaga de Roberto Alvim, demitido
após divulgar um vídeo em que fazia referências ao nazismo. Regina será a
quarta secretária da área no governo de Bolsonaro. Antes dela e de
Alvim vieram Ricardo Braga e Henrique Pires.
Além do presidente, participaram do encontro o ministro
do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, a quem a Secretaria da Cultura está
subordinada, e o ministro da Justiça, Sergio Moro. Em nota, Álvaro
Antônio comemorou.
"Trata-se de um reforço do mais alto nível para compor o
time do Governo Federal. Turismo e Cultura são atividades com uma forte
sinergia que mostram ao mundo o que o Brasil tem de melhor, além de
terem um alto potencial de geração de emprego e renda em nosso país e é
sob essa perspectiva que trabalharemos fortemente e tendo essa
importante parceira em nossa equipe. Tenho certeza de que ela será
bem-sucedida nesse novo desafio e que teremos excelentes resultados",
afirma, em nota, o ministro do Turismo.
Na terça-feira, 28, Bolsonaro afirmou que Regina teria
liberdade total para fazer as mudanças que quisesse caso aceitasse
assumir a Secretaria Especial. "Para mim, seria excepcional. Para ela, é
a oportunidade de mostrar realmente como é fazer cultura no Brasil. Ela
tem experiência em tudo que vai fazer", disse.
Após se reunir com o presidente, Regina foi à
Secretaria-Geral da Presidência para se informar sobre as formalidades
para assumir o cargo público.
Em 2018, ela se manifestou publicamente a favor da
candidatura de Bolsonaro. Segundo ela, o presidente tem "humor
brincalhão típico dos anos 1950, que faz brincadeiras homofóbicas, mas
que são da boca pra fora, coisas de uma cultura envelhecida,
ultrapassada". A última novela em que Regina atuou foi Tempo de Amar
(2017), escrita por Alcides Nogueira e Bia Corrêa do Lago.
(Agência
Estado)