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Com salários atrasados, médicos da UPA de Juazeiro pedem demissão em massa.



Médicos da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Juazeiro do Norte pediram demissão em massa, nesta quarta-feira (04).  
 
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 Foto: Sindicato dos médicos
 
 Os pedidos de demissão seguem acontecendo a todo momento. Com salários atrasados e sem aumento salarial há sete anos, os profissionais desistiram de aguardar a Prefeitura e solicitaram o desligamento da unidade. A cidade já sofre com o fechamento de 31 postos de saúde e do hospital público, restando apenas a UPA para o atendimento à população que soma cerca de 300 mil habitantes, podendo chegar em época de romaria a mais de 1 milhão pessoas.
“Há um ano, o Sindicato dos Médicos media a situação, mas a Prefeitura descumpre os acordos e não comparece a audiências marcadas pelo Ministério Público. É um verdadeiro desrespeito com os profissionais, entidades públicas e, principalmente, com a população. Parece inacreditável que o prefeito seja médico e não tenha a saúde como prioridade em sua gestão
A entidade está trabalhando na resolução do problema que vem sendo registrado há meses, tendo estado presente na Cidade, em abril e outubro, para intermediar a negociação entre os profissionais, a Prefeitura Municipal, o Ministério Público do Estado (MPCE) e o Instituto Médico de Gestão Integrada (IMEGI). Os encontros foram motivados, principalmente, devido à situação difícil enfrentada nas unidades quanto às más condições de trabalho, desrespeito aos direitos dos profissionais e os prejuízos causados na assistência prestada.
Diante de uma situação na qual a maior prejudicada é a população, os médicos seguem trabalhando sem reajuste salarial há 7 anos e sem contar com estrutura adequada para a prestação de serviços de saúde. Por isso, dentre as reivindicações apresentadas pelos profissionais estão: reajuste salarial; e a manutenção de um médico plantonista extra para completar a escala de plantões com ocorrência de superlotação. Devido à estrutura e às características do Município, este deveria possuir, no mínimo, três UPAS, contando, atualmente, apenas com uma, sendo esta a única emergência que recebe todos os pacientes na Cidade e atende ainda a demanda do Samu.
Fonte: Assessoria de Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará