Governo libera 100% do orçamento para o seguro rural
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personBlog do Amaury Alencar
novembro 28, 2019
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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informou
hoje (28) que foi liberada a parcela que faltava para execução integral
do orçamento previsto, para 2019, do Programa de Subvenção do Seguro
Rural (PSR), totalizando R$ 440 milhões.
Em março deste ano, o orçamento foi contingenciado em R$ 70 milhões, o
que reduziu a disponibilidade inicial para R$ 370 milhões. No final do
mês de outubro, houve o desbloqueio de R$ 50 milhões, e agora, foi
liberado os R$ 20 milhões restantes. Tânia Rêgo/Agência Brasil
De acordo com o ministério, com o orçamento de 2019 será possível
atender em torno de 100 mil apólices, 58% a mais que no ano anterior.
Para o diretor do Departamento de Gestão de Riscos da Secretaria de
Política Agrícola do Mapa, Pedro Loyola, o governo federal tem dado
sinais consistentes de que o seguro rural será um dos principais
instrumentos da política agrícola nos próximos anos.
“A execução de 100% do orçamento previsto na Lei Orçamentária deve
ser comemorada por todo o setor, pois isso não acontecia desde 2013.
Isso demonstra o comprometimento com as políticas de gestão de riscos
agropecuários”, disse. “Para o próximo ano, está previsto o recurso de
R$ 1 bilhão para o PSR, que depende ainda de aprovação do Projeto de Lei
Orçamentária Anual (PLOA) de 2020, em tramitação no Congresso
Nacional”, complementa. Esse será o maior montante para subvenção desde a
criação do programa, em 2004.
Seguro rural
Com o seguro, o produtor rural adquire uma apólice para a
lavoura/atividade com o auxílio financeiro do governo federal. Em caso
de quebra da safra por causa de evento climático adverso (seca ou
excesso de chuvas, por exemplo) ou variação de preços, as obrigações
financeiras do produtor serão pagas pela seguradora.
Com esse mecanismo, o produtor consegue taxas de juros mais baixas,
já que o risco de ficar inadimplente cai. O seguro minimiza ainda as
chances de um possível socorro financeiro governamental e renegociação
de dívidas após a safra. Fonte: Agência Brasil