Foto : internet
Participaram do debate o diretor
Christian Quezado, representante da Cagece em Quixadá; diretor Adriano
Sampaio, representante da Enel no sertão central e a advogada Luíza
Barbosa, do Procon da Câmara Municipal. A representante do Proconm
disse; “recebemos inúmeras reclamações de munícipes
sobre falha no fornecimento de energia elétrica, aumento abusivo dos
preços e baixa qualidade do serviço ofertado”.
Luíza destacou que a Câmara Municipal de
Quixadá aprovou lei n°. 2.623 no ano de 2013, que determina que as
empresas fornecedoras de água, esgoto e rede elétrica não podem cortar o fornecimento de energia e água em dias de sexta-feira,
obrigando a população da cidade a ficar o fim de semana privada dos
serviços essenciais. Segundo a advogada, a mesma lei diz também que fica
proibido cortes no último dia útil antes de feriados.
Sampaio esclareceu que a Enel é multinacional e segue orientações federais, não podendo obedecer a citada lei municipal. Quezado disse que a Cagece obedece tal lei, pois há uma semelhante na jurisprudência estadual.
Grande parte das reclamações em relação
aos serviços das empresas em Quixadá são oriundos do bairro Residencial
Rachel de Queiroz, indicando cobranças abusivas, principalmente em
relação a Enel. Para o diretor, o aumento nos valores das contas deve-se
a elevação das taxas.
Para o morador do bairro, repórter
Cleumio Pinto, a Enel deveria fazer uma revisão técnica da rede de
transmissão no Residencial Rachel de Queiroz, pois o problema de
cobranças abusivas é em todas as residências.
Após o debate, a Câmara Municipal de
Quixadá se comprometeu a oficializar uma solicitação a Enel para que
seja realizado uma averiguação técnica na rede de transmissão elétrica
do bairro, afim de descobrir o que vem ocasionando a elevação dos preços
cobrados à população.
Revista Central