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O descrédito do legislativo quixadaense é uma consequência.



A Câmara Legislativa é um poder em que a população se sente representada. Em tese isso acontece, mas infelizmente não. Temos bons vereadores no legislativo quixadaense, mas reféns de “bases” oportunistas que não representam o desejo da maioria. Essas bases representam interesses pessoais, familiares, partidários, coorporativos e eleitorais. Muito comum nos parlamentos ouvirmos a aglutinação de interesses das bases do governo e da oposição. Efetivamente, esses interesses estão atendendo aos anseios de quem os elegeu?

A Câmara Municipal de Quixadá é formada por “bases” bem distintas, não que elas não sejam representações legítimas, mas fere um princípio fundamental, o direito de posicionamento independente de votar sem interferências. Um dos principais desgastes do legislativo é a composição da “base do governo”, um puxadinho do executivo como alguns falam. Essa base tem se mostrado invariável, votam projetos do governo municipal as cegas, silenciam nas discussões e balançam a cabeça num processo subserviente de poder. São verdadeiros advogados da gestão, defendem até o indefensável, mas permanecem unidos aos interesses do executivo.

Já na oposição, há uma flexibilização maior na hora do voto, e é ai em que os vereadores chamados de “oposição” saem ganhando. São fiscalizadores do poder público executivo, tem seus interesses é verdade, as vezes extrapolam, mas estão alinhados a discutir com mais propriedade as matérias apresentadas na casa. Isso tende a favorecer o vereador em seus discursos em defesa dos interesses da população. Já os vereadores da base do governo são beneficiados com recursos para suas comunidades, liberação de projetos e outros benefícios.

As opiniões falam em grande desgaste do legislativo quixadaense, não é por menos, denúncias levaram a prisão o presidente da casa que já responde por seis inquéritos de investigação. O caso é tão grave que o presidente está preso em presídio estadual. No despacho do juiz, chama o presidente do legislativo e outros integrantes de “quadrilha organizada”. A Câmara Municipal de Quixadá discutiu recentemente o afastamento do presidente que continua preso, afastamentos das funções da presidência, mas o corporativismo da base governista que está alinhada ao prefeito, negou o pleito e manteve o presidente simbolicamente no cargo, hoje ocupado pelo vice-presidente.

Esses desgastes levaram organizações independentes ou não, iniciando um processo de reivindicações e comparecimentos as sessões da casa, antes quase vazias. Na minha visão, uma das coisas mais importantes vivenciadas pelo legislativo de Quixadá. Esses grupos de pessoas, ás vezes tumultuam as sessões, mas são representações legítimas e cabe ao presidente interino da casa administrar sua participação respeitando o regimento interno no plenário.

Para finalizar, nosso legislativo passo por um momento de grande instabilidade, precisa reorganizar a casa, afastar definitivamente o presidente e promover uma discussão ampla sobre os interesses da cidade, envolvendo ainda mais a participação popular. Situação é tão crítica que ate projetos e matérias que são legitimas para votação, estão sob mira e fogo de informações atravessadas, porque não se confia mais nas matérias ali votadas. É um grande desafio, as amarras e tentáculos do executivo não permitem essa liberdade e talvez por isso, os ânimos serão acirrados ainda mais, os conflitos serão permanentes com a aproximação do pleito eleitoral.

Fabio de Oliveira.


Sertão Alerta 
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