Instituto de Arqueologia do Cariri realiza escavação em Brejo Santo, com as presenças de dezenas de alunos da cidade

Blog do  Amaury Alencar
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Na escavação foi encontrada uma estrutura de pedra com pedaços de carvão e pedaços de cerâmica que possivelmente remetem a objetos indígenas. (Reprodução)
 
Por Ronuery Rodrigues

Uma equipe de pesquisadores e arqueólogos de Instituto de Arqueologia do Cariri – Dra. Rosiane Limaverde (FCG/URCA), à serviço da A&R Arqueologia, Consultoria e Produção Cultural Ltda, esteve em Brejo Santo de 27 a 01 de setembro para a execução de projeto de gestão do patrimônio arqueológico do Sítio Serrote da Nascença, que fica localizado no bairro Renê Lucena. 

A atividade foi coordenada pela arqueóloga Heloísa Bitú. A prefeitura, através da Secretaria de Educação, prestou apoio logístico e se dispôs a apoiar a realização de um programa de educação patrimonial, que além de proporcionar o acompanhamento in loco das atividades de escavação e resgate do acervo, contará com uma formação direcionada aos professores da Área de Humanas sobre a importância da preservação da memória dos povos e grupos pretéritos que ocuparam a região, conforme explicou a arqueóloga Heloísa.

As crianças e jovens do 5º aos 8º anos das escolas: Heráclides Lucena Miranda, Padre Pedro, Historiador Padre Gomes, participaram da visita e tiveram o privilégio de vivenciar todo o processo metodológico do trabalho arqueológico em campo, além de acompanhar os procedimentos de coleta de amostras para datação radiocarbônica. Fato que trará informações mais precisas sobre o período de permanência destes grupos no vale brejo-santense.

Estudantes de escolas da rede municipal e privadas acompanharam a atividade ( Fotografia: Reprodução)
 

Durante a escavação foi encontrado uma estrutura de pedra com pedaços de carvão e alguns pedaços de cerâmica que possivelmente remetem a objetos indígenas.Para a professora Fátima Teles que participou do momento como convidada disse que os achados arqueológicos podem favorecer a história da cidade para que ela possa ser recontada no futuro.

 “ Porque nós não podemos mais, quando essa datação vier, desse acervo, ninguém mais pode dizer se realmente foram os índios Kariris, os primeiros a pisarem em nosso chão, quem sabe se não foram outros povos antes dos Kariris, mais primitivos”, cogita.